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Israel liberta jogador palestino que fez greve de fome

Por Said Khatib - 10 jul 2012, 22h44

O jogador de futebol Mahmoud Sarsak, detido por quase três anos em Israel sem qualquer acusação formal, foi libertado nesta terça-feira, após uma mobilização internacional que incluiu diversas federações do esporte e até a Fifa.

Recebido como herói em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, por centenas de palestinos, Mahmoud Sarsak, 25 anos, fez greve de fome por mais de três meses até obter a promessa de Israel sobre sua libertação.

“Minha libertação é uma vitória não apenas para mim, mas para todo o povo palestino, para todos os palestinos detidos nas prisões do invasor”, disse Sarsak.

Enfraquecido pela greve de fome, Sarsak pediu ao Fatah, movimento do presidente Mahmoud Abbas, e ao Hamas, que controla a Faixa de Gaza, que manifestem “a maior solidariedade” aos palestinos detidos em Israel.

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Sarsak foi levado de ambulância ao posto de fronteira de Beit Hanoun, onde era esperado por sua família e por centenas de palestinos que agitavam bandeiras e exibiam fotos de prisioneiros palestinos.

O jogador seguiu então para o hospital Chifa da Cidade de Gaza, onde realizou exames médicos.

No dia 18 de junho passado, o advogado de Sarsak anunciou a conclusão de um acordo com a administração penitenciária israelense para acabar com a greve de fome do detento em troca de sua libertação, no dia 10 de julho.

A prisão administrativa, herança do mandato britânico na Palestina, permite a prisão sem acusação formal ou julgamento pelo período de seis meses, renováveis indefinidamente.

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Sarsak foi preso no dia 22 de julho de 2009 na rodoviária de Erez, entre a Faixa de Gaza e Israel, quando atuava por um clube de Balata, no norte da Cisjordânia. As forças israelenses o acusaram de ser um “combatente inimigo”.

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