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Israel legaliza status de 4.000 palestinos sem documentos

Ação tem como objetivo fortalecer a Autoridade Palestina, cada vez mais impopular, para tentar diminuir o poder do Hamas

Por Da Redação Atualizado em 19 out 2021, 17h00 - Publicado em 19 out 2021, 16h59

O governo de Israel anunciou nesta terça-feira, 19, que irá legalizar o status de 4.000 palestinos sem documentos na Cisjordânia, em uma medida que permitirá que essas pessoas obtenham documentos de identidade no país. O anúncio acorre após uma década de impasse, na qual nenhum dos milhares de pedidos fossem autorizados pelo governo israelense.

Junto à medida, Israel também irá autorizar que 15.000 palestinos recebam licenças adicionais para trabalhar em território israelense.

Hussein al-Sheikh, alto funcionário palestino que atua como elo de ligação com Israel para assuntos civis, confirmou que os 4 mil nomes já foram aprovados, e disse que a Autoridade Palestina trabalha para conseguir mais. Não é a primeira vez que o governo israelense toma uma providência deste tipo. Em 2008, Israel concedeu o status legal à 32 mil palestinos.

A série de ações anunciadas tem como objetivo fortalecer a Autoridade Palestina, cada vez mais impopular, para tentar diminuir o poder do Hamas. Em agosto, uma rara reunião entre o ministro da Defesa israelense, Benny Gantz, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, deu início aos feitos, que inclui o empréstimo de quase 155 milhões de dólares ao grupo.

“Quanto mais forte for a Autoridade Palestina, mais fraco será o Hamas”, disse Gantz, após seu encontro com Abbas. “E quanto maior for sua capacidade de governar, mais segurança teremos e menos teremos que fazer”, acrescentou.

Durante anos, políticas israelenses deixaram milhares de palestinos na Cisjordânia ocupada e em Gaza sem status legal. Em 2000, no auge do segundo levante palestino, Israel restringiu novos registros a crianças menores de 16 anos com um pai residente. Cidadãos estrangeiros casados com palestinos e que vivem nestes territórios também não possuem status legal.

Apesar do primeiro-ministro israelense, Naftali Bennett, se opor à criação de um Estado palestino e não demonstrar interesse em retomar as negociações de paz entre os Estados, autoridades israelenses prometeram tomar medidas para melhorar a economia palestina e a vida diária das pessoas, a fim de reduzir os atritos.

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