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Israel legaliza colônia judaica na Cisjordânia a dois dias das eleições

Parte da sociedade israelense considerou medida eleitoreira. Netanyahu se comprometeu a anexar assentamentos imediatamente depois das eleições

Por AFP - 15 set 2019, 14h57

O governo israelense autorizou, neste domingo, 15, a legalização de uma colônia judaica na Cisjordânia ocupada. O anúncio foi feito dois dias antes das eleições legislativas israelenses, nas quais o partido Likud, do premiê Benjamin Netanyahu, enfrenta forte concorrência do Kahol Lavan (Azul e Branco), do ex-chefe do Estado-Maior do Exército, Benny Gantz. O pleito é crucial para o futuro político do premiê israelense.

Segundo nota oficial do gabinete de Netanyahu, “Israel decidiu transformar a colônia selvagem de Mevoot Jericó, situada no Vale do Jordão, em uma oficial”.

Na semana passada, Netanyahu prometeu anexar todas as colônias judaicas no Vale do Jordão, um território estratégico que representa cerca de 30% da Cisjordânia ocupada. A declaração foi duramente criticada por funcionários palestinos. Caso venha a se concretizar, os palestinos avaliam que será a morte do processo de paz.

Embora seja favorável à anexação, uma parte da classe israelense considerou que o anúncio foi feito com fins eleitorais. Netanyahu se comprometeu a anexar esses assentamentos judaicos “imediatamente” depois das eleições.

As últimas pesquisas de intenções de voto divulgadas na imprensa local apontam um pleito bastante disputado.

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