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Israel exclui ‘até o momento’ possibilidade de atacar o Irã

O ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, excluiu “até o momento” a possibilidade de um ataque contra as instalações nucleares iranianas, em entrevista à rádio pública nesta quinta-feira.

“Não temos a intenção de atuar por enquanto. Não é preciso começar uma guerra quando não é necessário”, afirmou.

“Nossa posição não mudou sobre três pontos: um Irã nuclear é inaceitável, estamos determinados a impedir isso e todas as opções estão sobre a mesa”, advertiu Barak.

Em um recente relatório, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou as suspeitas das potências ocidentais segundo as quais Teerã, apesar dos desmentidos, trabalha na fabricação de uma arma nuclear.

Em relação às repercussões de um eventual conflito armado com o Irã no caso de ataques israelenses, Barak quis mostrar-se tranquilizador.

“Uma guerra não é um piquenique, mas se Israel for obrigado a agir, não teremos 50.000, 5.000 ou mesmo 500 mortos, contanto que as pessoas fiquem em suas casas”, afirmou, lembrando que os quarenta mísseis armados convencionais disparados contra Israel pelo Iraque durante a Guerra do Golfo em 1991 só deixaram 1 morto.

O ministro da Defesa, próximo ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, celebrou os incidentes e as explosões que afetaram as instalações iranianas.

“Tudo o que atrasar o programa nuclear iraniano, provenha do céu ou por outros meios, é bem-vindo”, afirmou, se recusando a afirmar se os serviços secretos israelenses estavam envolvidos nesses “incidentes”.

Segundo o último relatório da AIEA, de 8 de novembro, o Irã produziu um total de 4.922 kg (um pouco menos de 5 toneladas) de urânio levemente enriquecido (3,5%) e 73,7 kg de urânio enriquecido a 19,75%.

Israel, considerada a única potência atômica na região, jamais confirmou ou negou dispor de um arsenal nuclear.