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Israel diz que Irã deve saber que opção militar é possível

Vice-premiê defendeu aumento das sanções contra programa nuclear iraniano

Por Da Redação 2 mar 2012, 08h37

O vice-primeiro-ministro e ministro de Serviços de Inteligência, Dan Meridor, defendeu nesta sexta-feira um aumento das sanções para pôr fim ao programa nuclear do Irã e afirmou que o país deve perceber que, se não modificar sua política, um ataque militar “é uma possibilidade real”. Meridor, contudo, não disse quanto tempo resta para que essa ação, apoiada por senadores americanos, seja tomada.

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“Os iranianos devem saber que é sério, que se não modificarem sua política, será uma possibilidade real”, afirmou Meridor em entrevista publicada nesta sexta-feira pelo jornal francês Le Monde. O ministro, porém, não quis dar mais detalhes sobre a ‘opção militar’. “Não porque não exista, pelo contrário, mas porque talvez seja inclusive contraproducente falar publicamente”, disse.

Quando questionado sobre se Israel decidirá sozinho pelo ataque, Meridor explicou que “o melhor para qualquer país não é atuar de maneira solitária” e que, nesse caso, “não é correto apresentar a questão como um problema unicamente para Israel”. “Se pudermos atuar coletivamente, é preferível, mas não acho que a comunidade internacional atuará por nós, ninguém lutará por nós, temos que nos defender sozinhos”, acrescentou Meridor.

Em relação à pressão internacional contra os planos nucleares do Irã, acusado de estudar produzir uma bomba atômica, o ministro considerou ‘inegável’ que por enquanto não tenha apresentado resultados, o que não significa que não serão obtidos. “Se as sanções enviam claramente aos iranianos a mensagem determinada e persistente de que não obterão a bomba e que o preço que devem pagar não para de aumentar, tendo a pensar que podem reconsiderar sua decisão”, afirmou o ministro israelense e membro do partido conservador Likud.

(Com agência EFE)

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