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Israel discute construção em Jerusalém horas antes de Netanyahu ir aos EUA

Na visita, premiê deve pedir a Obama que se oponha ao reconhecimento do estado palestino na ONU

Por Da Redação 19 Maio 2011, 13h18

A Comissão de Planejamento de Distrito do Ministério do Interior de Israel discutirá, nesta quinta-feira, um novo plano de construção em áreas ocupadas de Jerusalém. Algumas horas depois, o premiê Benjamin Netanyahu viajará a Washington para um encontro decisivo com o presidente americano, Barack Obama. Na visita, Netanyahu discutirá o processo de paz no Oriente Médio a três meses de os palestinos pedirem à Organização das Nações Unidas (ONU) que reconheça o estado palestino nas fronteiras anteriores à guerra de 1967. Ele deve pedir a Obama que se oponha ao pedido.

Quando o primeiro-ministro israelense viaja para Washington, ou um alto dirigente americano visita Israel, se tornou comum que a comissão de Interior estude ou aprove projetos de construção em áreas ocupadas da cidade. Pelo menos 250.000 israelenses vivem em diferentes bairros de Jerusalém construídos além da fronteiras de 1967 e, portanto, considerados pelos palestinos e pela comunidade internacional como assentamentos palestinos.

Desta vez, especificamente, a comissão tratará de um plano, aprovado em dezembro, para construir 652 apartamentos na colônia judaica de Pisgat Ze’ev, ao nordeste de Jerusalém, território ocupado por Israel desde 1967. Se forem descartados os argumentos contrários apresentados à comissão, o projeto das 652 casas receberá o sinal verde. O jornal Yedioth Ahronoth informou que a sessão estava prevista para duas semanas atrás, mas o escritório do primeiro-ministro pediu o adiamento devido à viagem dele aos EUA na noite desta quinta.

Em 2010, a aprovação de um projeto de construção de 1.600 imóveis em outro bairro judaico na parte leste de Jerusalém provocou a pior crise em décadas entre palestinos e israelenses. Na última quarta-feira, com vistas à crucial viagem a Washington, jornalistas e comentaristas políticos locais sugeriam que o primeiro-ministro não é realmente quem governa, mas vai à deriva, empurrado pelos interesses dos membros da coalizão parlamentar que o apoia.

(Com agência EFE)


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