Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Israel denuncia na ONU entrada de tanques sírios nas colinas de Golã

Segundo a imprensa israelense, os tanques entraram na área para combater os rebeldes que lutam contra o regime de Bashar Assad

O exército israelense anunciou ter apresentado uma “demanda por violação” diante da Organização das Nações Unidas (ONU) depois da entrada de três tanques sírios na manhã deste sábado na região desmilitarizada entre o país e a Síria nas Colinas de Golã, informaram autoridades israelenses por meio de um comunicado.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o regime de Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram milhares de pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

Leia mais no Tema ‘Guerra Civil na Síria’

Segundo a imprensa israelense, os tanques entraram na cidade síria de Beer Ajam para combater os rebeldes que lutam contra o regime do presidente Bashar Assad.

Uma porta-voz militar explicou, por sua vez, que o incidente ocorreu a certa distância das posições israelenses no Golã.

Saiba mais: Governo israelense liberta mais antigo preso sírio no país

O território das Colinas de Golã é localizado na fronteira entre Israel, Síria, Líbano e Jordânia, sendo que o controle da região é disputado majoritariamente pelos dois primeiros países. O governo israelense conquistou grande parte da zona na Guerra dos Seis Dias (1967) e reiterou seu controle anos mais tarde, com a Guerra do Yom Kippur (1973).

Leia mais: OLP condena continuação da ocupação israelense, que completa 45 anos

Desta forma, a Síria está oficialmente em estado de guerra com Israel e exige a restituição total da região como condição para assinar um acordo de paz com o país, sendo que a maioria dos cerca de 18.000 habitantes sírios que permanecem em Golã se negam a adquirir a cidadania israelense.

Em 1974, os dois países concordaram, no entanto, com a presença de 1.200 membros não armados da Força das Nações Unidas de Observação da Separação (FNUOS) na zona desmilitarizada, que tem uma largura entre 3 e 6 km, para patrulhar a região.

Israel já tinha feito uma denuncia de infiltração de soldados sírios na zona desmilitarizada à ONU em julho deste ano. No final de setembro, o exército israelense recorreu à FNUOS depois que as Colinas de Golã foram atingidas por um morteiro aparentemente disparado durante combates entre o exército e rebeldes sírios, em razão do conflito político que se instalou no país em março de 2011.

(Com Agência France-Presse)