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Israel denuncia lançamento de foguetes de Gaza e responde com bombardeios

Mísseis palestinos deixaram civil israelense gravemente ferido; ao menos 2 árabes morreram no contra-ataque

O conflito entre israelenses e palestinos teve um dia de acentuada violência nesta segunda-feira, 12, depois de 100 foguetes terem sido disparados da Faixa de Gaza em menos de uma hora. Em resposta aos lançamentos, Israel realizou diversos ataques aéreos contra Gaza.

Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, dois palestinos morreram vítimas dos bombardeios e vários ficaram feridos. O Exército de Israel informou que um ônibus na região de Sha’ar Hanegev foi atingido pelos foguetes palestinos, ferindo gravemente um civil de 19 anos.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, convocou nesta segunda-feira uma reunião de emergência com a cúpula de segurança do país para abordar a escala de violência em Gaza.

“O chefe de governo está realizando uma reunião de segurança na Kyria (sede do Exército, em Tel Aviv) com o ministro da Defesa, Avigdor Liebermann, o chefe do Estado-Maior, Gadi Eisenkot, e outros integrantes das forças de segurança e do exército”, informou a assessoria do primeiro-ministro em comunicado.

Vários foguetes palestinos foram interceptados pelo sistema antimíssil israelense. Imagens divulgadas pelos meios de comunicação local mostram o momento em que os mísseis atingem os escudos.

Os ataques acontecem depois de um domingo violento na região. Sete milicianos palestinos e um soldado israelense morreram em uma troca de tiros na fronteira de Gaza.

Segundo as brigadas Ezzedin al-Qassam, braço armado do Hamas, a violência começou quando forças especiais israelenses tentaram entrar em Gaza em um veículo civil a partir do leste de Khan Yunis, ao sul do território.

Depois da troca de tiros, o Exército israelense afirmou ter identificado 17 disparos de foguetes a partir da Faixa de Gaza contra Israel. Três projéteis foram interceptados pela defesa antimísseis.

A violência provoca o temor de uma nova guerra em Gaza, que seria a quarta desde 2008 em um território no qual 2 milhões de pessoas vivem entre os bloqueios de Israel e do Egito, a pobreza e a escassez.

Desde 30 de março deste ano, ao menos 228 palestinos, incluindo os sete de domingo, morreram vítimas de tiros israelenses. As mortes ocorreram principalmente durante as manifestações contra o bloqueio do território por Israel, mas também em ataques israelenses em resposta aos lançamentos de foguetes.

Dois soldados israelenses morreram no mesmo período, incluindo a vítima de domingo.