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Israel declara Gaza “zona militar fechada”

Por Da Redação 29 dez 2008, 08h48

Com agências Reuters e France-Presse

Os ataques de Israel contra alvos do grupo radical islâmico Hamas na Faixa de Gaza entraram em seu terceiro dia consecutivo nesta segunda-feira. Mais de 300 pessoas já morreram desde o início do conflito e, segundo a ONU, ao menos 57 eram civis. Esta é a mais violenta ofensiva a militantes palestinos promovida por Israel nas últimas quatro décadas.

Os combatentes palestinos, em represália à agressão, lançaram foguetes à cidade israelense de Ashkelon, no sul do país. Uma pessoa morreu. Israel então declarou as áreas ao redor de Gaza “zona militar fechada” e está preparado para uma ação por terra. Os jornalistas também foram obrigados a se retirar da região.

Conforme declarou Mark Regev, um dos porta-vozes do primeiro-ministro Ehud Olmert, a ação militar deve ser mantida até que a população israelense “não viva mais sob terror e medo devido ao constante lançamento de foguetes”. O porta-voz militar, Avi Benayahu, declarou que a operação pode levar muitos dias.

2º dia – No domingo, Israel bombardeou mais de 40 túneis na fronteira da Faixa de Gaza com o Egito que, segundo porta-voz do Exército, eram usados para transportar armas contrabandeadas, explosivos e pessoas. A Força Aérea de Israel já destruiu também principal instalação de segurança do Hamas.

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Nesta segunda-feira, o chefe adjunto do Estado-Maior, general Dan Harel, disse ao site do jornal Yediot Aharonot, que nenhum edifício do Hamas continuará de pé. “Esta operação é diferente das anteriores. Não estamos apenas golpeando os terroristas e os lança-foguetes, e sim todo o governo do Hamas. Queremos mudar as regras do jogo na Faixa de Gaza”, declarou Harel.

A maioria dos moradores de Gaza permaneceu em casa, longe das janelas que poderiam se quebrar com as explosões dos ataques aos prédios do Hamas. Moradores da região sul de Israel fugiam para abrigos ao som de alarmes que avisavam a chegada de foguetes.

Desde o início das operações, na manhã do sábado, 313 palestinos foram mortos. Líderes israelenses afirmaram que a ação é uma resposta aos ataques quase diários com foguetes na região de fronteira, que se intensificaram após o Hamas, que controla Gaza, suspender há cerca de seis semanas o cessar-fogo de seis meses.

Baixas e vingança – Além dos mortos, há cerca de 1400 feridos em Gaza. “Os palestinos nunca viram um massacre tão terrível”, declarou o líder do Hamas, Ismail Haniyeh. O grupo jurou vingança, incluindo atentados suicidas contra “cafés e ruas” de Israel.

Analistas militares israelenses afirmam que a ofensiva do país não parece ter como objetivo retomar a Faixa de Gaza ou destruir o governo do Hamas, algo que seria muito ambicioso e arriscado antes da eleição parlamentar, marcada para 10 de fevereiro. Para eles, Israel planeja forçar o Hamas a uma nova trégua, que impediria a longo prazo o ataque com foguetes de Gaza contra os israelenses.

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