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Israel decide estender cessar-fogo por mais 24 horas

Grupo Hamas, que controla a Faixa de Gaza, fez exigências para aceitar o prolongamento da trégua. Mais de 1.000 palestinos e 40 israelenses já morreram

(Atualizado às 22h)

O gabinete de segurança de Israel aprovou a extensão do cessar-fogo humanitário em Gaza por mais 24 horas, até a meia-noite deste domingo, pelo horário local (18 horas de Brasília). Durante este período, o Exército israelense informou que vai continuar a atacar túneis clandestinos construídos para alcançar o território de Israel e vai responder a violações na trégua, informou o jornal Haaretz. No entanto, o grupo fundamentalista palestino Hamas afirmou que só aceitaria uma trégua se todas as tropas israelenses deixassem a região.

A solicitação para que o período de cessar-fogo fosse ampliado foi feita pela ONU. Uma nova reunião do gabinete israelense será realizada neste domingo para discutir os próximos passos da operação militar destinada a conter o lançamento de foguetes a partir de Gaza.

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Israel e o Hamas haviam concordado inicialmente com uma pausa de 12 horas nas hostilidades. Quando o período foi encerrado, Israel anunciou que continuaria com a trégua até a meia-noite deste sábado. No entanto, o grupo fundamentalista palestino rejeitou a oferta e voltou a lançar foguetes em direção ao território israelense.

Sirenes de emergência foram acionadas enquanto foguetes chegaram até a área de Tel Aviv, segundo a polícia israelense. Mesmo antes do fim da pausa de 12 horas, alguns ministros israelenses sinalizaram que um acordo mais abrangente para colocar um fim nos 19 dias de conflito era uma possibilidade remota. Os Estados Unidos tentaram fechar um cessar-fogo de uma semana, mas a proposta não avançou.

Na frente diplomática, seguem os esforços internacionais em busca de um acordo de longo prazo. Neste sábado, o secretário de Estado americano John Kerry reuniu-se em Paris com os ministros de Relações Exteriores de França, Itália, Grã-Bretanha, Alemanha, Turquia e Catar. Setenta pessoas foram presas durante uma manifestação pró-Palestina que reuniu milhares de pessoas, desafiando a proibição imposta pelo governo para evitar distúrbios e demonstrações antissemitas.

“Todos pedimos às partes envolvidas que estendam o cessar-fogo humanitário em vigor”, disse o chanceler francês Laurent Fabius, depois do encontro deste sábado. Nenhum representante de Israel, do Egito ou da Autoridade Palestina participou das conversas.

O Hamas continua fazendo exigências para aceitar uma trégua mais duradoura, dizendo que quer uma interrupção total dos ataques e o fim do bloqueio a Gaza. Durante as 12 horas em que os ataques foram suspensos, equipes de resgate retiraram mais de 100 corpos de escombros em Gaza.

Desde o início da operação ‘Limite Protetor’, no dia 8 deste mês, mais de 1.000 palestinos já morreram e quase 6.000 foram feridos, segundo fontes médicas em Gaza. As autoridades israelenses afirmam que 42 pessoas, incluindo dois civis, foram mortos no mesmo período.

(Com agências Reuters e France-Presse)