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Israel dá ultimato: Ocidente tem três anos para conter Irã

Segundo vice-primeiro-ministro, país é a principal prioridade dos israelenses

Por Da Redação 29 dez 2010, 08h14

Os Estados Unidos e seus aliados têm até três anos para frear o programa nuclear iraniano, que tem sofrido com problemas técnicos e com a imposição de sanções, disse nesta quarta-feira vice-primeiro-ministro israelense, Moshe Yaalon. Segundo ele, o Irã segue sendo a principal prioridade do governo israelense, embora não tenha mencionado possíveis ataques militares unilaterais por parte de Israel.

Yaalon espera que as medidas lideradas pelos EUA contra o Irã tenham sucesso. “Acredito que esse esforço vai crescer e incluir áreas além das sanções, para convencer o regime iraniano de que, efetivamente, ele tem de escolher entre continuar a buscar capacidades nucleares e sobreviver”, disse à Rádio Israel. “Não sei se isso vai acontecer em 2011, ou em 2012, mas estamos falando sobre os próximos três anos.”

O ex-chefe das Forças Armadas também afirmou que os planos de enriquecimento de urânio do Irã sofreram reveses. Alguns analistas viram sinais de sabotagem externa em incidentes como a invasão de computadores iranianos por um vírus. “Essas dificuldades adiaram o cronograma, é claro. Deste modo, não podemos falar de um ‘ponto sem volta’. O Irã não tem a capacidade de fazer uma bomba nuclear por si próprio”, ressaltou.

Yaalon já havia sido duro com o Irã anteriormente, afirmando que era preferível que Israel atacasse a República Islâmica do que permitir que o país consiga a bomba atômica. Acredita-se que Israel seja o único país do Oriente Médio a ter a bomba. Outras autoridades, como o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, têm mantido silêncio sobre a opção militar em relação ao Irã, que traria obstáculos táticos e diplomáticos ao país.

(Com agência Reuters)

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