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Israel cerca cidade de Gaza e se prepara para invasão em 48h

Exército israelense afirma que 'dividiu Gaza em duas partes'; EUA enviam submarino com mísseis para o Oriente Médio

Por Da Redação
Atualizado em 6 nov 2023, 13h34 - Publicado em 6 nov 2023, 08h38

O exército de Israel afirmou nesta segunda-feira, 6, ter cercado completamente a cidade de Gaza depois de mais de uma semana de intensos combates. De acordo com os militares, que se preparam para invadir o maior aglomerado urbano do território palestino em 48 horas, Gaza foi “dividida em dois”.

Em meio a incessantes bombardeios na noite de domingo 5, provenientes do ar, da terra e do mar – que provocaram um blecaute de comunicações –, os soldados israelenses se deslocaram para cercar Gaza. Os terroristas do Hamas, segundo Tel Aviv, teriam recuado para posições defensivas nos túneis subterrâneos que serpenteiam sob o território palestino.

“Hoje, existe o norte de Gaza e o sul de Gaza”, disse Daniel Hagari, porta-voz das Forças de Defesa de Israel, referindo-se à divisão do enclave.

O almirante chamou o cerco à cidade de Gaza de uma “etapa significativa” na guerra contra o Hamas, que governa o território. A mídia israelense informou que os soldados devem invadir a região com força nas próximas 48 horas.

Não é certo como os combates vão se desenrolar nas ruas da cidade de Gaza. Espera-se que as FDI tentem evitar uma guerra dispendiosa dentro do sistema de túneis do Hamas.

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O cerco ocorre logo após os Estados Unidos indicarem que realizariam uma intervenção militar na região se o Irã, que apoia milícias islâmicas anti-Israel no Oriente Médio, e o Hezbollah, grupo libanês financiado por Teerã e aliado do Hamas, atacassem Israel. Segundo o jornal americano The New York Times, autoridades da Casa Branca comunicaram ambos os atores sobre a possibilidade de intervenção. Washington anunciou que enviou um submarino transportador de mísseis guiados para a área, mas reiterou que seu objetivo é evitar uma escalada do conflito.

Numa rara declaração conjunta, os chefes das principais agências humanitárias das Nações Unidas, bem como de instituições de caridade internacionais, apelaram a um “cessar-fogo humanitário imediato” em Gaza, qualificando a situação no enclave palestino como “horrível” e “inaceitável”.

Embora condenem o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro, os chefes do Unicef, do Gabinete para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (Ocha) e da Save the Children, entre outros órgãos, afirmaram: “Os horríveis assassinatos de ainda mais civis em Gaza são um ultraje, assim como a privação de alimentos, água, remédios, eletricidade e combustível a 2,2 milhões de palestinos”.

O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, afirma que pelo menos 9.770 pessoas foram mortas em mais de quatro semanas de guerra em Gaza. A operação começou depois de os militantes terem matado mais de 1.400 pessoas, a maioria civis, e feito mais de 240 reféns no ataque mais mortífero da história de Israel, em 7 de outubro.

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