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Israel avalia aplicação de sanções contra agência da ONU

Por Da Redação - 15 jul 2012, 13h59

Israel avalia a possibilidade de aplicar sanções contra uma agência da ONU porque suspeita que ela promova construções ilegais de palestinos na Cisjordânia, afirma a imprensa local citando autoridades.

Segundo o jornal Haaretz, Israel quer “reavaliar” o papel do Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, em inglês) e contempla limitar o número de vistos para os funcionários deste organismo ou revogar as autorizações de trabalho e de circulação concedidas aos trabalhadores palestinos da agência.

Os funcionários israelenses estão “furiosos” com as autoridades da OCHA na zona “C” da Cisjordânia, sob controle administrativo e militar de Israel, acrescentou o jornal, que informa que o exército ordenou a destruição das “construções ilegais”.

Várias organizações internacionais apoiam a construção na zona “C”, com frequência inclusive sem autorização israelense, na medida em que é quase impossível conseguir estas autorizações, segundo organizações de defesa dos Direitos Humanos e fontes palestinas.

Em maio, o Conselho de Relações Exteriores da União Europeia disse “seguir fornecendo uma ajuda financeira ao desenvolvimento palestino na zona C e esperar que estes investimentos sejam protegidos”, referindo-se a quando os israelenses optam por demolir construções palestinas realizadas sem permissão.

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Segundo o jornal Maariv, funcionários de alto escalão do ministério das Relações Exteriores israelenses classificaram de “loucura” o comportamento da OCHA.

Os jornais também citaram o embaixador de Israel na ONU, Ron Prosor, que considerou “necessário revisar o papel da OCHA” na Cisjordânia e na Faixa de Gaza e afirmou ter tratado o tema em Nova York.

Segundo o Haaretz, Prosor pediu em uma carta uma lista com nomes de funcionários da agência, assim como informações sobre o local e o tipo de trabalho, e esclarecimentos sobre o papel que a agência da ONU que ajuda os palestinos cumpre.

Consultados pela AFP, os funcionários da OCHA se negaram a fazer comentários, e um porta-voz israelense do ministério das Relações Exteriores também não quis se pronunciar.

Segundo dados da OCHA, os palestinos não podem construir em 70% da zona C e têm possibilidades muito limitadas de fazê-lo em 29%, razão pela qual lhes resta apenas 1% para seu desenvolvimento.

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