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Israel ataca alvos em Gaza e deixa ao menos 20 mortos

Ataques são uma retaliação aos mísseis enviados pelo Hamas e representam mais uma escalada na violência que começou na sexta-feira, 7

Por Da Redação Atualizado em 10 Maio 2021, 21h21 - Publicado em 10 Maio 2021, 20h21

A Força Aérea Israelense lançou nesta segunda-feira, 10, uma série de mísseis na Faixa de Gaza como forma de retaliação pelos ataques direcionados ao território israelense. Segundo as autoridades de Gaza, 20 pessoas foram mortas, incluindo nove crianças e um comandante do Hamas, grupo islamita que detém o controle da região. O lançamento dos foguetes é mais um episódio de ataques entre as nações que teve início na última sexta-feira, 7. Ao todo 65 pessoas ficaram feridas. 

Tudo começou quando um grupo de palestinos foi impedido de entrar no complexo da mesquita de Al-Aqsa, um dos locais mais reverenciados pelo islamismo. O complexo também é o local mais sagrado do judaísmo, conhecido como Monte do Templo.  

Os muçulmanos comemoravam o último dia do Ramadã, considerado uma das datas mais sagradas do Islã. Além disso, quatro famílias palestinas do distrito de Sheikh Jarrah, em Jerusalém, estão sendo despejadas de suas casas. A área é de maioria palestina, porém é alvo de disputa há décadas. Mais de 200 pessoas ficaram feridas apenas no primeiro dia. Nesta segunda, mais 180 pessoas ficaram feridas e 80 foram hospitalizadas, de acordo com médicos palestinos.  

Em retaliação, o grupo Hamas disparou ao menos sete mísseis contra áreas do território israelense de Jerusalém nesta tarde, ato que terminou sem nenhum ferido. Além disso, um míssil antitanque foi disparado contra um veículo militar israelense no perímetro de Gaza, deixando o motorista ferido. Este ataque foi feito por outra frente de resistência palestina, a Jihad Islâmica. 

Em nova resposta, Israel lançou uma série de foguetes em direção à Faixa de Gaza e causou o maior número de mortos desde maio de 2018, quando 60 palestinos foram mortos durante protestos referentes à inauguração da nova embaixada americana em Jerusalém. De acordo com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, novos ataques poderão acontecer nos próximos dias.  

Sem entrar em detalhes, os militares israelenses confirmaram que o ataque tinha objetivo de derrubar um comandante do Hamas identificado como Muhammad Fayad, das Brigadas al-Qassam. “Depois que terroristas em Gaza dispararam uma série de foguetes no centro e no sul de Israel, acabamos de atingir três membros do Hamas em Gaza”, disseram os militares em comunicado. Ainda de acordo com eles, 85 foguetes foram lançados em direção à Faixa de Gaza às 21h, horário local.

As tensões na região têm chamado a atenção de outras nações ao redor do mundo. A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, disse que os Estados Unidos estão “muito preocupados” com a violência em Israel e afirmou que o presidente Joe Biden está monitorando a situação.  

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan esteve em contato com Israel no domingo, 9. Em telefonema, o conselheiro reiterou os compromissos recentes de americanos, israelenses e palestinos para diminuir as tensões na região de Jerusalém. Além disso, Sullivan reiterou que os Estados Unidos estão muito preocupados com o possível despejo das famílias palestinas na região de Sheik Jarrah.  

Além dos americanos, representantes do Egito, do Catar e da ONU já estão em contato com o Hamas para tentar reverter a escalada da violência, de acordo com um funcionário do governo palestino à Reuters. O Hamas é um movimento islamita palestino e ativo especialmente na região de Gaza. Países como os Estados Unidos, Israel e também a União Europeia os consideram uma organização terrorista, enquanto Austrália e Reino Unido, por exemplo, consideram apenas um de seus braços, as Brigadas Izz ad-Din al-Qassam, como terroristas. 

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