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Israel aprova mais 1.500 casas para colonos em Jerusalém Oriental

Palestinos protestam e dizem que poderão recorrer à ONU. Israel havia anunciado anteriormente a construção de 3.000 casas em território ocupado

Por Da Redação 17 dez 2012, 22h53

Autoridades israelenses aprovaram nesta segunda-feira a construção de mais 1.500 casas para colonos judeus em Jerusalém Oriental. A aprovação ocorre pouco depois do anúncio sobre a construção de 3.000 novas casas em territórios ocupados durante a Guerra dos Seis Dias (1967), entre Israel e países árabes vizinhos. O anúncio anterior foi feito um dia depois de a Assembleia das Nações Unidas elevar o status palestino na organização para o de estado observador não-membro.

O porta-voz do Ministério do Interior israelense, Efrat Orbach, disse que uma comissão distrital de planejamento deu uma “aprovação preliminar” para o projeto habitacional na região de Ramat Shlomo, e que várias decisões burocráticas ainda serão necessárias antes que a construção tenha início de fato.

A Autoridade Palestina condenou a decisão e afirmou que poderá pedir uma intervenção da ONU. Na última semana, o chefe da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, disse que poderia recorrer ao Tribunal Penal Internacional se Israel desse seguimento aos planos de construir as 3.000 casas.

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Dirigentes palestinos consideram os assentamentos barreiras na busca de um acordo de paz que resulte na criação de seu estado. As negociações de paz entre as duas partes estão suspensas desde o final de 2010, principalmente por causa da disputa em torno dos assentamentos.

No início do mesmo ano, o projeto inicial de construção em Ramat Shlomo foi aprovado durante uma visita do vice-presidente americano, Joe Biden, à região. O caso gerou uma crise entre os aliados Estados Unidos e Israel e levou à suspensão dos planos de construção.

O vereador Yair Gabbai, do partido Likud – o mesmo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, disse ao jornal Jerusalem Post que vários projetos estavam arquivados devido à “pressão externa”. “No momento em que os palestinos foram à ONU e foram de forma unilateral, o primeiro-ministro deu sinal verde para todos. Tudo estava pronto há anos, nós estávamos apenas esperando pelo sinal verde”.

(Com agências Reuters e France-Presse)

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