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Israel aprova construção de 2 500 casas na Cisjordânia

Anúncio vem poucos dias após posse de Donald Trump, que demonstra posição favorável ao país no conflito entre Israel e Palestina

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Avigdor Lieberman, aprovaram nesta terça-feira a construção de 2 500 casas na Cisjordânia, a maioria em colônias dos territórios palestinos ocupados. Quatro dias após a posse de Donald Trump, nos Estados Unidos, Israel já demonstra se sentir encorajado a expandir os assentamentos, apesar da pressão internacional.

Na semana passada, representantes de setenta países se reuniram na França e alertaram que Israel deve parar a expansão em território reivindicado por palestinos, pois prejudica qualquer esperança de atingir a paz por meio da solução de dois Estados. Ainda assim, a saída de Barack Obama, forte crítico dos assentamentos e com uma relação tensa com Netanyahu, deu força para que Israel siga com as construções.

“Voltamos a uma vida normal em Judeia e Samaria (nome bíblico para os territórios palestinos da Cisjordânia)”, declarou Lieberman. No último domingo, Netanyahu já havia anunciado que suspenderá as restrições para ampliar assentamentos em Jerusalém Oriental, adotadas por pressão global, depois da aprovação da construção de 566 casas na região ocupada da cidade. Segundo Netanyahu, Israel “está construindo e continuará construindo”.

A maioria das unidades está localizada nos blocos de assentamentos e cerca de 100 delas serão erguidas nas colônias de Betel e Migron, informou em comunicado o Ministério da Defesa. A nota oficial do governo de Israel assegura que também será desenvolvida uma zona industrial perto de Hebron, “uma das maiores infraestruturas previstas até agora”.

Palestina

O porta-voz de presidência da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Nabil Abu Rudeina, condenou a decisão do governo de Israel e advertiu que o anúncio trará consequências. Além disso, Rudeina responsabilizou a comunidade internacional por sua indiferença e pediu uma reação do Ocidente, segundo a agência de notícias Wafa.

(Com EFE)