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Israel alerta que pedido de Estado palestino na ONU pode ter consequências

Por Gali Tibbon - 14 set 2011, 13h49

O ministro israelense das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, advertiu nesta quarta-feira aos palestinos sobre as “consequências duras e graves” de seu iminente pedido de adesão de um Estado da Palestina à ONU.

“O que posso dizer com a maior certeza é que, a partir do momento em que passam a uma decisão unilateral, teremos consequências duras e graves”, afirmou Lieberman em um discurso público no sul de Israel.

O ministro nacionalista recusou-se, no entanto, a informar a natureza destas “consequências”. “Não chegou o momento para dar detalhes sobre o que irá ocorrer”, declarou, e insistiu que suas palavras eram uma “ameaça”.

“Espero que não cheguemos a estas duras e graves consequências, e que prevaleça o sentido comum (…) para chegar a um modus vivendi que permita coexistir e avançar nas negociações”, acrescentou.

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Lieberman conversou nesta quarta-feira com a chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, que também se reuniu pela manhã com o primeiro-ministo Benjamin Netanyahu e com o ministro da Defesa Ehud Barak.

Em um encontro anterior com Ashton no dia 17 de junho, Lieberman ameaçou anular todos os acordos assinados há 18 anos com os palestinos caso eles peçam a adesão de um Estado da Palestina na ONU.

A visita de Ashton ocorre num momento em que o presidente palestino Mahmud Abbas prevê apresentar este pedido na próxima semana durante a Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York.

Israel e Estados Unidos se opõem a tal iniciativa e defendem um retorno às negociações diretas, totalmente congeladas há um ano.

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Representantes americanos – o emissário para o Oriente Médio David Hale e o conselheiro especial do presidente Barack Obama, Dennis Ross – chegarão nesta quarta-feira à região em uma última tentativa para dissuadir os palestinos de apresentar sua solicitação.

Interrogado pela AFP, um funcionário israelense de alto escalão rejeitou novamente o pedido dos palestinos de retomar as negociações com base nas fronteiras de 1967, ou seja, antes da ocupação israelense de Jerusalém Oriental, Cisjordânia e Faixa de Gaza.

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