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Irmãs torturadas pelos pais são resgatadas nos EUA

As três menores de idade foram mantidas reféns durante dois anos. A mãe e o padrasto, que foram presos, filmavam as garotas enquanto elas eram torturadas

Por Da Redação 28 nov 2013, 14h21

A polícia da cidade de Tucson, no estado americano do Arizona, resgatou nesta semana três irmãs que foram mantidas em cativeiro e sofreram torturas psicológicas nos últimos dois anos. Segundo informações divulgadas nesta quinta-feira pelas autoridades, as meninas de 12, 13 e 17 anos eram expostas a músicas em alto volume durante “as 24 horas do dia e sete dias da semana”. Com câmeras instaladas nos quartos em que as garotas eram mantidas reféns, a mãe e o padrasto monitoravam o comportamento das filhas conforme as músicas tocavam. Caso elas manifestassem qualquer reação positiva, a trilha sonora era imediatamente substituída por um barulho estático ou ruído branco, informou a rede CNN.

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O caso foi desvendado pelas autoridades após as meninas mais novas fugirem da residência. Elas correram para a casa de um vizinho e afirmaram que o padrasto estava fazendo ameaças com uma faca. Quando os policiais chegaram a casa, eles se depararam com uma música muito alta que não podia ser ouvida no corredor, uma vez que os pais haviam fechado os tubos de ventilação e colocado toalhas nos vãos das portas. Os policiais também encontraram sistemas de alarme presos às portas trancadas dos quartos. Já a refém de 17 anos foi achada dentro do banheiro, onde tentava se esconder do pai.

Segundo o chefe de polícia Roberto Villasenor, as meninas estavam “extremamente sujas” e disseram às autoridades que não tomavam banho há quatro meses. Elas também eram forçadas a usar o armário de seus quartos como banheiro e recebiam alimentação apenas uma vez ao dia. “Elas eram mantidas em condições deploráveis”, afirmou Villasenor. Os detetives responsáveis pelo caso também informaram que ao serem reunidas, as irmãs “pareciam não se ver há muito tempo”. Um dos vizinhos que forneceu abrigo às garotas disse, em condição de anonimato, que elas estavam “maltratadas e visivelmente abaladas”. “Elas não usavam sapatos e pareciam ter acabado de sair da cama”, acrescentou.

O padrasto Fernando Richter, de 34 anos, e a mãe, Sophia Richter, 32, foram presos e levados para uma penitenciária de Tucson. A mãe enfrentará três acusações de sequestro, três de abuso emocional de crianças e três de abuso físico de crianças. O padrasto também enfrentará as mesmas acusações, mas será processado com uma adicional de abuso sexual contra um menor de 15 anos. O chefe de polícia Villasenor disse que não iria comentar sobre os detalhes desta acusação. “Nós temos indícios suficientes para indiciá-lo com isso”, limitou-se a dizer. Os criminosos tiveram a primeira audiência judicial realizada através de uma videoconferência. A fiança de Fernando foi estipulada em 100 000 dólares, enquanto a de Sophia é de 75 000.

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