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Irmandade Muçulmana promete ‘surpresas’ após primeiros resultados na Líbia

Por Da Redação - 9 jul 2012, 16h02

Esam Zuber.

Trípoli, 9 jul (EFE).- Após o presidente da Comissão Suprema Eleitoral da Líbia, Nouri al Abar, divulgar os resultados preliminares das eleições legislativas em três das 13 circunscrições do país, a Irmandade Muçulmana prometeu nesta segunda-feira ‘surpresas’ nos resultados finais.

Os números anunciados, que ainda não são suficientes para se fazer uma projeção nacional, situa duas formações como as mais votadas em Yanzura, Zliten e Misrata. Esta é a primeira eleição livre realizada na Líbia.

A Aliança Força Nacional, do ex-primeiro-ministro Mahmoud Yibril, está em primeiro em Zliten e Yanzura, onde estão em jogo seis cadeiras para os partidos, enquanto o partido Justiça e Construção, da Irmandade Muçulmana, é o segundo mais votado em Misrata e nas outras duas circunscrições.

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A União pela Nação, dirigida por Abderrahman al Suehli, por enquanto está em primeiro em Misrata, cidade natal do líder do partido.

Os resultados, anunciados com mais de 75% dos votos apurados, segundo Al Abar, também incluíram os candidatos independentes, que serão maioria no Conselho Nacional Geral (assembleia legislativa) e que não têm filiação política definida.

A assembleia legislativa será composta por 200 cadeiras, 80 reservadas aos partidos políticos e 120 para os independentes.

O presidente do partido Justiça e Construção, Mohammed Sawan, disse à Agência Efe que os resultados ainda são parciais e não permitem previsões, mas prometeu que a legenda terá um bom desempenho.

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‘Esperamos que os resultados finais tragam muitas surpresas e que a apuração dos candidatos independentes também representem grandes resultados para o partido’, declarou Sawan.

O líder do Justiça e Construção, no entanto, não revelou o número de candidatos independentes simpatizantes de seu partido que concorreram nas eleições nem o número de cadeiras que pretende conseguir das 120 destinadas para eles.

‘O número não está claro, mas o grupo Justiça e Construção será um dos maiores do Conselho Nacional Geral’, acrescentou Sawan.

Apesar das esperanças de Sawan, após o encerramentos da votação vários meios de comunicação anteciparam que o partido de Yibril, Aliança Força Nacional, estava na frente em várias das 13 circunscrições do país. A informação, no entanto, foi negada pela comissão eleitoral e pelo próprio Yibril.

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Com só 80 das 200 cadeiras reservadas aos partidos políticos, tudo aponta que a luta pelo controle da nova assembleia legislativa, que deverá escolher o novo presidente, estará na capacidade de atrair os candidatos que não concorreram nas listas dos partidos.

Em entrevista coletiva realizada ontem à noite, Yibril afirmou que sua coalizão buscará a unificação e pediu a criação de uma grande aliança dentro do futuro parlamento.

O Conselho Geral Nacional, que terá 100 representantes da região ocidental, 60 da oriental e 40 da setentrional, assumirá o poder do Conselho Nacional de Transição (CNT), formado entre fevereiro e março do ano passado após a explosão da revolta armada que pôs fim a 42 anos de ditadura de Muammar Kadafi.

A nova assembleia, cuja composição será conhecida durante a semana, como anunciou Al Abar, não será responsável, como estava previsto num primeiro momento, por designar uma comissão constituinte, que será escolhida por meio de uma votação. EFE

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