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Irlanda do Norte está disposta a ajudar Colômbia em eventual processo de paz

Bogotá, 26 mai (EFE).- As autoridades da Irlanda do Norte estão dispostas a compartilhar suas experiências com suas homólogas colombianas perante um eventual processo de paz que pusesse fim no conflito armado do país andino, disse neste sábado à agência Efe o congressista Ivan Cepeda.

Cepeda viajou para Belfast, Dublin e Londres com os ativistas Carlos Lozano, diretor da revista comunista ‘Voz’, e Marleny Orjuela, presidente da Associação Colombiana de Familiares de Membros da Polícia Retidos e Libertados por Grupos Guerrilheiros (Asfamipaz).

Essa comissão retornou na sexta-feira da visita de sete dias patrocinada pela ONG Justice for Colombia, cujo objetivo era ‘conhecer as experiências de paz da Irlanda do Norte e ver quais podem ser de utilidade para um processo de paz na Colômbia’.

Segundo Cepeda, que é porta-voz da Comissão de Paz da Câmara de Representantes, tanto o ministro principal norte-irlandês, o unionista Peter Robinson, como seu adjunto no Governo de poder compartilhado, o republicano Martin McGuinness, expressaram seu interesse em apoiar ‘qualquer iniciativa de paz na Colômbia’.

Os dirigentes norte-irlandeses condicionaram esta colaboração às condições que o Executivo colombiano pudesse impor sobre a participação internacional no processo.

No entanto, Cepeda não descartou que uma missão de membros de todos os partidos com representação parlamentar da Irlanda do Norte possa visitar a Colômbia em breve.

Em Dublin, os três ativistas colombianos se reuniram com representantes do Governo, e em Londres com membros da Chancelaria Britânica e com Frances O’Grady, vice-presidente da TUC (Central Sindical Britânica).

‘São negociações e aproximações no contexto da possibilidade de buscar ambientar a paz na Colômbia. Não estava pensado como parte da agenda da discussão parlamentar do Marco Legal para a Paz, mas sim do que se vem debatendo sobre a paz no país’, explicou em alusão a um ato legislativo que entra esta semana em sua reta final.

Para Cepeda, é preciso ‘levar em consideração’ o atual cenário na Colômbia, no qual o presidente Juan Manuel Santos ‘insistiu em que quer buscar uma solução política para o conflito, assim como o fez a guerrilha’ das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

‘É muito interessante ver como em 1998 se chegou a uma situação democrática após um conflito tão sangrento na Irlanda do Norte, de modo que a reconciliação se plasma em uma cultura do debate político’, concluiu o legislador de esquerda. EFE