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Iraque nega que mulher detida no Líbano seja ligada ao chefe do EI

O governo do país afirmou que autoridades do Líbano prenderam a irmã de um terrorista condenado por realizar explosões na região sul do Iraque

Por Da Redação - 3 dez 2014, 13h22

O Ministério do Interior do Iraque informou nesta quarta-feira que a mulher detida no Líbano não tem ligações com o chefe do grupo terrorista Estado Islâmico (EI), Abu Bakr Al Baghdadi. Segundo as autoridades iraquianas, ela é irmã de um homem condenado por realizar atentados no sul do país. “A mulher detida por autoridades libanesas era Saja Abdul Hamid al-Dulaimi, irmã de Omar Abdul Hamid al-Dulaimi, que está preso e foi condenado à morte por sua participação em explosões”, disse o porta-voz do ministério, general-brigadeiro Saad Maan.

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“As mulheres de Al Baghdadi são Asmaa Fawzi Mohammed al-Dulaimi e Esraa Rajab Mahel al-Qaisi. Não há nenhuma mulher com o nome de Saja al-Dulaimi”, acrescentou o porta-voz. Ele afirmou que Saja havia fugido para a Síria. Ela fazia parte de um grupo de detentas libertadas em troca de freiras que haviam sido capturadas por terroristas islâmicos em território sírio. (Continue lendo o texto)

Na terça-feira, autoridades libanesas disseram que o Exército havia detido a mulher e a filha de Al Baghdadi ao cruzarem a fronteira com documentos falsos, no fim de novembro. “Estamos surpresos com o posicionamento do Ministério do Interior do Iraque porque ela havia dito que era casada com Ibrahim al-Samarai, um dos nomes utilizados por Al Baghdadi”, disse um oficial de segurança libanês. Os investigadores ainda aguardam os resultados oficiais dos testes de DNA para saber se a garota que viajava com a mulher é, de fato, sua filha.

Chefes tribais afirmam que Al Baghdadi tem três mulheres, sendo duas iraquianas e uma síria — a lei islâmica permite o matrimônio com até quatro mulheres. As autoridades do Líbano esperam usar a detida na negociação pela libertação de 27 militares que foram sequestrados por terroristas na fronteira com a Síria, em agosto.

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Gravação – No mês passado, o EI divulgou uma gravação em áudio para rebater informações de que o chefe do grupo teria sido morto ou ferido em um ataque aéreo da coalizão liderada pelos Estados Unidos na cidade de Mosul, no Iraque.

O grupo terrorista controla um grande território entre o Iraque e a Síria, que faz fronteira com o Líbano no oeste. As forças de segurança libanesas reforçaram sua ação na região fronteiriça e o controle sobre simpatizantes dos jihadistas. Nos últimos meses, vários militantes foram presos sob a acusação de planejarem e realizarem ataques no país com o objetivo de ampliar a influência do EI.

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(Com agência Reuters)

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