Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Irã rebate acusação de Israel sobre envio de armas a Gaza

Na terça-feira, Marinha israelense interceptou um barco que transportava armas

Por Da Redação 16 mar 2011, 08h55

O comandante das Forças Armadas iranianas, general Ataollah Salehi, rebateu nesta quarta-feira as acusações israelenses de que Teerã enviou armas para Gaza. Na terça-feira, uma unidade da Marinha israelense interceptou no Mar Mediterrâneo um barco que transportava armas, procedentes da Síria e destinadas a “organizações terroristas” da Faixa de Gaza, conforme anunciou o comando militar de Israel.

“O regime sionista se baseia na mentira e desmentimos todas estas informações”, declarou o general Salehi. A operação, aprovada pelo governo após a recomendação do novo comandante do estado-maior, aconteceu na manhã de terça-feira fora das águas territoriais israelenses. “O barco, de bandeira da Libéria, havia zarpado do porto de Mersin, Turquia, com destino ao porto de Alexandria, Egito”, afirmou uma fonte militar. Antes de fazer escala na Turquia, o navio passou pelo porto sírio de Lattaquieh, onde aparentemente as armas foram embarcadas.

Tensão – A relação entre Irã e Israel é explosiva. O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, diz frequentemente que deseja riscar Israel do mapa. Em meados de fevereiro, foi denunciado pelo ministro israelense das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, um plano iraniano de enviar os navios ao Canal de Suez.

O chanceler considerou que se tratava de uma provocação por parte do Irã. “A comunidade internacional deve compreender que Israel não pode ignorar eternamente as provocações”, afirmou o chefe da diplomacia israelense. No dia seguinte, porém, o Irã informou à administração do Canal que cancelou seus planos de conduzir dois navios de guerra à passagem estratégica.

Se as embarcações tivessem passado pelo canal, seria a primeira vez desde a Revolução Islâmica do Irã, em 1979, que navios de guerra do país cruzariam a passagem, segundo funcionários locais. A revolução afetou as relações do país com o Egito, que no mesmo ano assinou um acordo de paz com Israel.

(Com agência France-Presse)

Continua após a publicidade
Publicidade