Irã quer encerrar guerra, mas decisão está nas mãos dos EUA, diz presidente
Masoud Pezeshkian afirmou à Fox News que Teerã não tem interesse em manter o conflito e voltou a defender uma solução diplomática
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que cabe aos Estados Unidos decidir se pretendem encerrar ou prolongar a guerra contra seu país. Em entrevista à Fox News, exibida na noite de quinta-feira, 24, o iraniano disse que Teerã não tem interesse em manter o conflito iniciado em fevereiro e voltou a defender uma solução diplomática.
“Quando as coisas podem ser resolvidas por meio do diálogo, não deveríamos nos matar. Mas, instigados por Israel, impuseram essa guerra a nós. Mas não queremos continuar. São os Estados Unidos que devem decidir se querem acabar com isso”, disse Pezeshkian à Fox News.
Pezeshkian também criticou o colapso do cessar-fogo firmado em junho e questionou por que o entendimento foi rompido pouco depois de sua assinatura. O presidente iraniano afirmou que Teerã aceita negociar desde que qualquer eventual acordo respeite as normas do direito internacional.
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“Se o atual governo americano, dentro das estruturas jurídicas internacionais, quiser chegar a um acordo, perfeito. Caso contrário, antes ou depois das eleições legislativas americanas, que diferença faz para nós?”, afirmou.
Na véspera, durante discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Pezeshkian havia adotado tom desafiador ao dizer que o Irã não iria “se ajoelhar” diante de Washington. O presidente dos EUA, Donald Trump, por sua vez, afirmou que Estados Unidos e Irã mantêm contatos em meio às tentativas de encontrar uma saída para a guerra.
Reabertura do Estreito de Ormuz
Na terça-feira, o Irã já havia sinalizado disposição para retomar as negociações com os Estados Unidos e afirmado que pode reabrir o Estreito de Ormuz em até sete dias, caso Washington reduza a pressão militar e suspenda o bloqueio aos portos iranianos. A condição foi apresentada por um funcionário do alto escalão do governo iraniano à agência de notícias Reuters.
Segundo o funcionário, os EUA precisariam anunciar oficialmente a intenção de buscar uma solução diplomática e estabelecer um cronograma para as próximas etapas. Ele acrescentou que uma proposta iraniana para encerrar as hostilidades foi transmitida aos Estados Unidos por meio de mediadores em 16 de setembro.
A possibilidade de reabertura de Ormuz tem impacto direto sobre o mercado global de energia. Uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo e gás, o estreito registra uma forte redução no fluxo de embarcações desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã, em fevereiro.







