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Irã proíbe Pokémon Go por ‘questões de segurança’

A empresa que gerencia o jogo não pediu permissão para atuar no Irã, o que é exigido de qualquer site ou aplicativo

Por Da redação Atualizado em 8 ago 2016, 10h42 - Publicado em 8 ago 2016, 10h41

O Irã se tornou o primeiro país do mundo a banir o jogo para smartphones Pokémon Go, por se preocupar com “questões de segurança” ligadas à tecnologia de realidade virtual e geolocalização. De acordo com a agência de notícias oficial Isna, o serviço de inteligência do país aprovou a medida da Justiça de proibir o aplicativo

“Qualquer jogo que quiser operar nacionalmente no Irã precisa obter permissão do Ministério da Cultura e Orientação Islâmica e o Pokémon Go ainda não pediu esta aprovação”, afirmou à Isna Abolhasan Firouzabadi, chefe do Conselho Superior de Espaços Virtuais. Na semana passada, Firouzabadi já havia dito que a tecnologia do aplicativo provoca um “dilema de segurança”.

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Antes do lançamento do jogo, no mês passado, oficiais do governo do Irã haviam comentado que poderiam permitir que o aplicativo funcionasse no país sob algumas condições. Os servidores de dados deveriam ser transferidos para dentro do Irã e algumas localidades excluídas do jogo. As declarações do governo, porém, não impediram o lançamento do Pokémon Go no país, que se tornou um fenômeno.

A proibição de sites e aplicativos é comum no Irã, o que faz com que os cidadãos se tornem especialistas em driblar os filtros do governo através de softwares. Apesar de o acesso ser restrito, milhares de iranianos estão no Facebook e no Twitter, por exemplo. Ainda assim, programas para burlar a proibição costumam diminuir a velocidade da internet e não se sabe se será possível acessar o jogo com esses mecanismos.

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