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Irã pede novamente aos EUA que deixem o Golfo Pérsico

Por Da Redação 10 jan 2012, 09h28

Teerã, 10 jan (EFE).- O subchefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas do Irã, o general Massoud Jazayeri, pediu novamente nesta terça-feira aos Estados Unidos que abandonem o Golfo Pérsico, informou a agência oficial de notícias iraniana ‘Irna’.

‘A República Islâmica do Irã recomenda que os estrangeiros, incluindo os americanos, abandonem a região do Golfo Pérsico’, disse Yazayeri.

O general Massoud Jazayeri, do Corpo de Guardiães da Revolução iraniana, afirmou que a presença das forças armadas transregionais na zona, incluindo os EUA, não é justificável por nenhum motivo.

Em 3 de janeiro, o comandante do Exército iraniano, Ataolah Salehi, já havia advertido aos EUA que não voltassem a enviar sua frota ao Golfo Pérsico.

‘A República Islâmica iraniana não deseja ter de repetir sua advertência’, garantiu o comandante.

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Neste mesmo dia, o porta-voz do Pentágono, George Little, afirmou em comunicado em Washington que o trânsito pelo Estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, é necessário para o abastecimento das missões americanas na região.

O alto funcionário acrescentou que Washington continuará mobilizando suas unidades militares no Golfo de acordo com suas necessidades, mesmo com as ameaças iranianas.

O Irã está protagonizando uma polêmica envolvendo seu programa nuclear, pois parte da comunidade internacional, encabeçada pelos EUA, acredita que o país possa estar fabricando bombas atômicas, o que Teerã nega, afirmando ter somente fins pacíficos.

Neste contexto, os EUA e Israel ameaçaram o Irã com ataques para evitar o desenvolvimento de seu programa nuclear e Teerã respondeu que a réplica seria ‘arrasadora’.

Além de eventuais ataques contra o território de Israel e as bases e navios dos EUA na região, o Irã disse que, caso sofra uma agressão ou sinta-se em perigo iminente, fecharia o Estreito de Ormuz, o que poderia causar um desabastecimento de petróleo no mundo com consequências imprevisíveis. EFE

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