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Irã pede à Interpol captura de ex-militar dos EUA e ex-agente da CIA

Teerã, 12 dez (EFE).- Teerã pediu à Interpol (polícia internacional) que emita uma ordem de captura contra um ex-militar dos Estados Unidos e um ex-agente da CIA (agência de inteligência americana) que sugeriram o assassinato de comandantes dos Guardiães da Revolução do Irã, informou nesta segunda-feira a emissora iraniana em inglês ‘PressTV’.

O procurador-geral iraniano, Gholam Hussein Mohseni Ejei, pediu em carta enviada nesta segunda-feira à Interpol a captura e julgamento dos dois homens, que em outubro sugeriram o assassinato de militares iranianos em uma audiência pública de um comitê da Câmara de Representantes dos EUA.

Segundo a ‘PressTV’, a Interpol aceitou ‘enviar o pedido a seu escritório em Washington’.

Nessas sessões, especialistas militares planejaram ações secretas contra o Irã, inclusive o assassinato de comandantes militares, após os EUA denunciarem que haviam desmantelado uma rede terrorista nesse país que supostamente atuava com o apoio da Força Al Quds dos Guardiães da Revolução iraniana.

De acordo com a denúncia, os dois homens, um deles com dupla nacionalidade iraniana-americana, que foi detido, haviam organizado, com suposto apoio de militares iranianos, um complô para atacar a Embaixada de Israel e assassinar o embaixador da Arábia Saudita em Washington, o que Teerã negou categoricamente.

As autoridades iranianas afirmaram que a denúncia dos EUA era falsa e que pretendia desviar a atenção de seus problemas internos e indispor o regime de Teerã com o de Riad e outros vizinhos árabes.

‘Devemos acabar com todos seus interesses’, disse o general reformado do Exército americano Jack Keane em uma audiência do Comitê de Segurança Interior da Câmara de Representantes em Washington, informa a imprensa americana.

Já o ex-agente da CIA Reuel Marc Gerecht afirmou: ‘Não acredito que vamos intimidar essa gente nem chamar sua atenção até matarmos alguns’.

De acordo com a ‘PressTV’, ambos concordaram que, entre outros, Qassem Suleimani, comandante da Força Al Quds do Corpo de Guardiães da Revolução, uma unidade militar especial encarregada de operações secretas no exterior, deveria ser assassinado. EFE