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Irã: Negociações sobre questão nuclear foram ‘mais sérias e realistas’ que antes

Por Alexander Nemenov - 19 jun 2012, 17h19

O chefe dos negociadores da questão nuclear iraniana, Said Jalili, considerou nesta terça-feira que os dois dias de negociações com as grandes potências em Moscou tinham sido “mais sérios e realistas” do que antes e pediu a estas qua ajam para “por fim ao impasse”.

“Essas negociações foram mais sérias e mais realistas, indo além das declarações de princípios. Agora, esperamos que esta ocasião permita (às grandes potências), aproveitando as reuniões de especialistas, optar pelo caminho certo para por fim ao impasse”, declarou Jalili durante uma entrevista coletiva à imprensa.

“Nós insistimos no fato de que o enriquecimento de urânio com um objetivo pacífico em todos os níveis é um direito da República Islâmica”, acrescentou Jalili.

O Irã propôs quatro eixos de cooperação: a confiança, a cooperação pela transparência, a luta contra a proliferação das armas nucleares e a cooperação nuclear, ressaltou Jalili.

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“Insistimos no fato de que a cooperação pode ser realizada com gestos feitos por uma parte e pela outra, gestos que não são contrários aos direitos do Irã, principalmente o enriquecimento de urânio, incluindo o enriquecimento a 20%”, insistiu.

Durante as negociações em Moscou entre o grupo 5+1 (Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha) e o Irã, as grandes potências reafirmaram o seu pedido a Teerã para que cesse as suas atividades de enriquecimento de urânio a 20%, como é o caso atualmente, e feche a sua usina subterrânea de Fordo, ressaltou a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, em uma entrevista coletiva à imprensa separada.

Nos ciclos de negociação anteriores, em Istambul em abril, depois em maio em Bagdá, as partes não chegaram a um entendimento.

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