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Irã não poderá comprar e vender armas por mais cinco anos, prevê acordo

Proibição contra o comércio de mísseis valerá por mais oito anos, disseram diplomatas que participaram das reuniões em Viena. Texto final do acordo ainda não foi divulgado

O Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica das Nações Unidas (AIEA) assinaram nesta terça-feira um “mapa do caminho” que autoriza uma investigação sobre o passado do programa nuclear de Teerã, em função da suspeita de uma possível dimensão militar, anunciou o diretor geral do órgão da ONU, Yukiya Amano. Segundo revelaram à imprensa os diplomatas que participaram das reuniões em Viena, a República Islâmica e potências internacionais acertaram ainda um mecanismo permitindo que AIEA poderá ter acesso aos locais de atividade nuclear suspeita do Irã dentro de 24 dias. Os diplomatas também adiantaram que o embargo de compra e vendas de armas da ONU continuará em vigor por cinco anos, e sanções contra o comércio de mísseis valerá ainda por oito anos.

O texto final do acordo ainda não foi revelado, mas os negociadores prometeram dar mais detalhes ainda nesta terça. Ainda segundo os diplomatas, o Irã terá permissão de conduzir pesquisa e desenvolvimento com urânio para centrífugas com fins civis durante os primeiros dez anos do acordo. A República Islâmica também aceitou um plano que prevê o retorno das sanções em 65 dias caso o país viole o pacto fechado com o Grupo 5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU – EUA, França, China, Grã-Bretanha e Rússia – mais a Alemanha).

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A AIEA exigia há muito tempo a possibilidade de investigar as suspeitas de que, pelo menos até 2003, o programa nuclear iraniano teve por objetivo a produção da bomba atômica. O Irã sempre negou as acusações, alegando que era uma informação falsa fornecida por seus inimigos, ao mesmo tempo em que acusava a AIEA de não ser neutra. Amano destacou que o mapa do caminho assinado nesta terça “estabelece uma sequência clara de atividades nos próximos meses. Também inclui encontros de especialistas técnicos e discussões, assim como um acordo separado sobre a base militar iraniana de Parchin”.

(Da redação)