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Irã não poderá comprar e vender armas por mais cinco anos, prevê acordo

Proibição contra o comércio de mísseis valerá por mais oito anos, disseram diplomatas que participaram das reuniões em Viena. Texto final do acordo ainda não foi divulgado

Por Da Redação Atualizado em 30 jul 2020, 21h29 - Publicado em 14 jul 2015, 11h15

O Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica das Nações Unidas (AIEA) assinaram nesta terça-feira um “mapa do caminho” que autoriza uma investigação sobre o passado do programa nuclear de Teerã, em função da suspeita de uma possível dimensão militar, anunciou o diretor geral do órgão da ONU, Yukiya Amano. Segundo revelaram à imprensa os diplomatas que participaram das reuniões em Viena, a República Islâmica e potências internacionais acertaram ainda um mecanismo permitindo que AIEA poderá ter acesso aos locais de atividade nuclear suspeita do Irã dentro de 24 dias. Os diplomatas também adiantaram que o embargo de compra e vendas de armas da ONU continuará em vigor por cinco anos, e sanções contra o comércio de mísseis valerá ainda por oito anos.

O texto final do acordo ainda não foi revelado, mas os negociadores prometeram dar mais detalhes ainda nesta terça. Ainda segundo os diplomatas, o Irã terá permissão de conduzir pesquisa e desenvolvimento com urânio para centrífugas com fins civis durante os primeiros dez anos do acordo. A República Islâmica também aceitou um plano que prevê o retorno das sanções em 65 dias caso o país viole o pacto fechado com o Grupo 5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU – EUA, França, China, Grã-Bretanha e Rússia – mais a Alemanha).

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A AIEA exigia há muito tempo a possibilidade de investigar as suspeitas de que, pelo menos até 2003, o programa nuclear iraniano teve por objetivo a produção da bomba atômica. O Irã sempre negou as acusações, alegando que era uma informação falsa fornecida por seus inimigos, ao mesmo tempo em que acusava a AIEA de não ser neutra. Amano destacou que o mapa do caminho assinado nesta terça “estabelece uma sequência clara de atividades nos próximos meses. Também inclui encontros de especialistas técnicos e discussões, assim como um acordo separado sobre a base militar iraniana de Parchin”.

(Da redação)

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