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Irã manda mensagem aos EUA para que não envie frota ao Golfo Pérsico

Por Da Redação - 3 jan 2012, 09h08

Teerã, 3 jan (EFE).- O Irã pediu aos Estados Unidos nesta terça-feira que não volte a enviar sua frota ao Golfo Pérsico e disse que está preparado para responder a qualquer ameaça, de acordo com a agência oficial de notícias iraniana, ‘Irna’.

‘Aconselhamos a embarcação americana que saiu do Estreito de Ormuz e foi ao Mar de Omã que não retorne ao Golfo Pérsico’, disse o comandante do Exército Ataollah Salehi, em alusão ao porta-aviões dos EUA que segundo o regime iraniano deixou a região na quinta-feira.

Salehi disse que a rota da embarcação dos EUA mostra que ‘os inimigos’ do Irã captaram muito bem a mensagem das manobras navais ‘Velayat 90’, que a Marinha iraniana realizou nas águas do sul do país, entre o Estreito de Ormuz e o Oceano Índico, e que todos os países da região terão êxito se apoiarem Teerã.

A Marinha iraniana concluiu no início desta madrugada as manobras ‘Velayat 90’, que começaram no dia 24 de dezembro e testaram com sucesso vários mísseis de curto e longo alcance e um torpedo elétrico.

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Além de armamento de última geração, nesses exercícios navais foram empregados navios de guerra, submarinos de diferentes tipos e aviões não tripulados.

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas, general Hassan Firuzabadi, acrescentou ao término das manobras que qualquer país que ataque o Irã pagará ‘um alto preço’, de acordo com a ‘Irna’.

O Irã se encontra no meio de uma polêmica por seu programa nuclear, que parte da comunidade internacional, liderada pelos EUA, acredita ter uma vertente militar destinada a fabricar bombas atômicas, o que Teerã nega e afirma que é exclusivamente civil e com objetivos pacíficos.

Neste contexto, personalidades dos EUA e Israel ameaçaram o Irã com ataques para evitar o desenvolvimento de seu programa nuclear, e Teerã contestou que daria uma resposta ‘arrasadora’ caso isso acontecesse.

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Além de eventuais ataques contra o território de Israel e as bases e navios dos EUA na região, o Irã disse que se sofrer uma agressão ou se sentir em perigo iminente, fecharia o Estreito de Ormuz, o que poderia significar um desabastecimento de petróleo no mundo de consequências imprevisíveis. EFE

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