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Irã condena dois turistas americanos a oito anos de prisão

Por Da Redação 20 ago 2011, 14h43

Dois americanos, detidos há dois anos no Irã por espionagem, foram condenados a oito anos de prisão cada, anunciou neste sábado o site do canal de televisão estatal, citando fonte judicial.

Shane Bauer e Josh Fattal receberam sentença de três anos de prisão por terem entrado ilegalmente no Irã e de cinco anos por “espionagem para uma agência americana”, precisou a página na internet, que não precisou a data da condenação.

O julgamento aconteceu a portas fechadas e sem uma das acusadas, Sarah Shourd, que retornou aos Estados Unidos depois de libertada sob fiança (500.000 dólares) por motivo de saúde, em setembro de 2010.

Bauer e Fattal, de 29 anos os dois, e Shourd, de 32, foram presos em 31 de julho de 2009 na fronteira entre o Iraque e o Irã, onde disseram ter entrado por engano depois de se perderem durante uma excursão nas montanhas do Curdistão iraquiano.

Os três americanos se declararam inocentes das acusações de espionagem.

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Os Estados Unidos desmentiram categoricamente as acusações contra seus três cidadãos e exigiram a libertação deles.

Segundo a Casa Branca, “estamos trabalhando para confirmar os notícias, ao mesmo tempo em que mantemos contato com a missão diplomática suíça para obtener mais informação”, disse a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, em comunicado.

A missão suíça defende os intereses de Washington no Irã desde que ambos países romperam relações diplomáticas, em 1980.

“Pedimos em repetidas ocasiões a libertação de Shane Bauer e Joshua Fattal, reclusos na penitenciária de Evin do Irã há dois anos”, acrescentou.

“Ficaram confinados muito tempo, e chegou o momento de reuni-los a suas famílias”.

Ouvido pela AFP, um porta-voz das famílias recusou-se a dar declarações por enquanto.

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