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Irã chama novas sanções econômicas dos EUA de ‘declaração de guerra’

Em meio à ofensiva de 'pressão máxima' anunciada por Trump, Teerã promete resposta militar devastadora

Por Duda Monteiro de Barros Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 ago 2026, 10h03
Irã chama novas sanções econômicas dos EUA de ‘declaração de guerra’ Priorizar nos meus resultados Google

O governo do Irã classificou neste sábado, 22, as novas sanções impostas pelos Estados Unidos como uma “declaração de guerra” contra todas as nações independentes. Donald Trump prometeu impor as sanções mais severas da história contra o país e ameaçou aplicar consequências econômicas também a nações que mantenham relações consideradas vitais para o regime iraniano. Os detalhes das medidas devem ser apresentados pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, na segunda-feira, 24.

Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, as medidas representam uma tentativa de Washington de ampliar seu poder para além de suas fronteiras e aumentar a pressão econômica sobre Teerã.

O presidente americano, por sua vez, voltou a afirmar que o Irã precisa abrir mão de qualquer possibilidade de desenvolver uma arma nuclear. Em meio ao impasse, o republicano disse considerar o Estreito de Ormuz como “território americano” e afirmou que Teerã teria interesse em chegar a um acordo, mas ainda não estaria disposto a aceitar os termos defendidos por Washington.

A crise mantém sob pressão uma das principais rotas marítimas do mundo. O tráfego comercial pelo Estreito de Ormuz continua muito abaixo dos níveis registrados antes do conflito: dados apontam que a circulação de navios caiu para cerca de 20% da média anterior à guerra, em meio à atividade militar iraniana e aos riscos de segurança na região.

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Os Estados Unidos afirmam ter ajudado a manter o transporte de petróleo pela passagem estratégica. Segundo o secretário de Energia, Chris Wright, mais de 15 milhões de barris de petróleo e outros produtos atravessaram o estreito em um único dia, com uma média recente superior a 8 milhões de barris diários — ainda assim, menos da metade do volume registrado antes da guerra.

Enquanto isso, o Irã mantém restrições à navegação, embora tenha autorizado a passagem de parte dos navios petroleiros iraquianos.

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