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Irã captura submarino americano no Estreito de Ormuz, mas EUA minimizam perda

Governo Trump alega que veículo autônomo estava defeituoso e sem dados; Washington e Teerã voltam a trocar ataques, com explosões na ilha de Kharg

Por Sophia Paiva 8 set 2026, 18h48
Irã captura submarino americano no Estreito de Ormuz, mas EUA minimizam perda Priorize VEJA no Google

A Guarda Revolucionária Islâmica, força ideológica do Irã, anunciou nesta terça-feira, 8, ter capturado um submarino americano no Estreito de Ormuz, em meio à retomada dos combates no Oriente Médio. O Exército dos Estados Unidos, porém, minimizou a perda, afirmando que o veículo submersível estava defeituoso e não transportava equipamentos importantes ou dados sensíveis.

O capitão da Marinha americana, Tim Hawkins, declarou à emissora CNBC que o equipamento “apresentou defeito há mais de um dia” e acrescentou que se tratava de um drone submarino que apenas realizava “levantamentos de apoio nas águas regionais”. “As operações dos Estados Unidos na área continuam”, completou ele.

Mesmo assim, a Guarda Revolucionária celebrou a apreensão de “um dos submarinos não tripulados mais modernos e inteligentes do Exército terrorista americano na entrada do Estreito de Ormuz”, segundo agência de notícias estatal Fars.

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Outros veículos de comunicação iranianos descreveram o veículo como um Dive-LD, um modelo autônomo desenvolvido pela empresa do setor militar Anduril, com sede nos Estados Unidos. Cada unidade custa US$ 2,5 milhões (mais de R$ 12,7 milhões, na cotação atual), segundo a CNBC.

Escalada de hostilidades

A captura do submarino aconteceu três dias depois de Estados Unidos e Irã trocarem novos ataques no Golfo Pérsico no último sábado, coroando uma semana de retomada das hostilidades após quase um mês de calmaria tensa em que o governo Donald Trump havia anunciado uma mudança de estratégia para derrotar Teerã sem bombas — usando pressão financeira e sanções duríssimas, com a chamada Operação Pária Econômico.

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Nesta terça, novos ataques vieram. Segundo a imprensa iraniana, um míssil americano atingiu um petroleiro em frente à ilha de Kharg, sem registro de vítimas. Com apenas 20 km², a ilha é responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo iraniano — “a joia da coroa” da indústria local, como definiu o próprio Trump —, abastecida por oleodutos provenientes de campos marítimos nos seus arredores.

O Irã é altamente dependente da receita proveniente de combustíveis fósseis, e Washington estuda há tempos a possibilidade de levar os combates para lá. A ofensiva, porém, embute o alto risco de mais um choque no mercado de energia.

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“Um pequeno petroleiro iraniano foi alvo de um ataque com mísseis por parte do exército terrorista dos Estados Unidos a quatro milhas da ilha de Kharg. O petroleiro foi atingido por um projeto lançado pelas forças americanas na área de fundeio da ilha de Kharg”, afirmou a agência de notícias Tasnim.

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Anteriormente, a mídia iraniana já havia noticiado explosões em Kharg e na cidade portuária de Jask, perto do estratégico Estreito de Ormuz, rota para 20% do petróleo e gás consumidos no planeta.

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