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Irã atesta que fechou Ormuz; Trump rebate que EUA controlarão estreito e ‘serão pagos por isso’

Presidente americano rejeita taxas iranianas, mas sugere que pode cobrar seu próprio 'pedágio' e garante que Teerã está tomando 'uma surra'

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 jul 2026, 09h50 | Atualizado em 13 jul 2026, 15h39
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O presidente Donald Trump afirmou nesta segunda-feira, 13, que os Estados Unidos “assumirão o controle” do Estreito de Ormuz, retirando-o das mãos do Irã, após autoridades iranianas confirmarem que voltaram a fechar a nevrálgica rota marítima em retaliação aos bombardeios americanos contra o país.

Em entrevista à emissora americana Fox News, o ocupante do Salão oval disse que Washington atuará como “guardiã do estreito” e, apesar dele se opor veementemente à ideia de Teerã de passar a cobrar taxas das embarcações que transitam pela rota, afirmou que pretende cobrar um “pedágio” caso o plano se concretize.

“Vamos controlar o estreito e provavelmente vamos administrá-lo. Eles (os iranianos) não têm nada. Nos tornaremos os guardiões do estreito. Talvez possamos nos chamar de anjos da guarda do estreito. E deveríamos ser pagos ​​por isso”, disse ele na entrevista por telefone, em que também criticou as autoridades iranianas: “Tínhamos um acordo e eles o quebraram. São pessoas ruins.”

De acordo com o presidente dos Estados Unidos, lideranças do Irã participaram de negociações com enviados americanos, uma reunião de 11 horas onde “tudo havia sido acordado” — mas que, depois, segundo ele, começaram a exigir mudanças. Sobre a retomada de hostilidades, Trump garantiu que Teerã está levando uma “surra” na guerra.

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Fechamento de Ormuz

A retomada das hostilidades no fim de semana e o anúncio iraniano de um novo bloqueio na rota marítima, estratégica para o comércio mundial de combustíveis, provocaram um aumento de mais de 4% no preço do petróleo. Nesta segunda, as forças americanas no Oriente Médio disseram ter atingido “sistemas iranianos de defesa aérea militar, unidades de radar na costa, capacidades de mísseis e drones e barcos pequenos”, ações que pretendiam impedir a república islâmica de bloquear a passagem pelo estreito.

No entanto, a autoridade iraniana responsável por Ormuz declarou publicamente o fechamento do estreito nesta segunda-feira, citando ações militares americanas como motivo.

“Devido a ações hostis recentes das forças dos estados Unidos, a passagem pelo Estreito de Ormuz é atualmente inviável. Assim que a estabilidade e a calma forem restauradas, todas as solicitações serão analisadas de acordo com o cronograma previsto, e o processo de permissão será retomado”, afirmou a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA) em comunicado.

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“Lembramos que a única maneira de obter uma permissão de passagem é através do nosso site”, continuou o comunicado.

Acordo em xeque

Enquanto isso, a Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do Irã, anunciou em seguida que atacou a Base Aérea Príncipe Hassan, na Jordânia, um centro de comando de drones militares no Bahrein e duas bases aéreas no Kuwait, de acordo com IRNA. Os iranianos também reivindicaram ataques contra instalações americanas em Omã. No domingo, foram relatados ataques contra bases americanas no Catar.

O Exército do Kuwait confirmou nesta segunda-feira que precisou responder a “objetos aéreos hostis” lançados contra seu território.

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A retomada de disparos parte a parte, que ocorreu na última segunda-feira e desde então escalou, mina o memorando de entendimento para acabar com a guerra, que abalou a economia global. Estados Unidos e Irã assinaram, em 17 de junho, um protocolo de acordo que previa 60 dias de trégua para negociar o fim permanente da guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro por um ataque conjunto israelo-americano contra o território iraniano.

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