Irã ameaça resposta ‘devastadora’ após Trump anunciar guerra econômica
Governo dos EUA prometeu impor as sanções econômicas 'mais severas da história' contra Teerã e pode estendê-las a nações aliadas
O Irã afirmou nesta sexta-feira, 21, que sua resposta a quaisquer novas ameaças dos Estados Unidos seria “devastadora”, um dia após o governo americano exigir que seus aliados se unam para isolar Teerã do resto do mundo em meio à “guerra econômica” declarada pelo presidente Donald Trump.
“Com prontidão em terra, mar, ar, defesa aérea e ciberespaço, as Forças Armadas do Irã responderão às novas ameaças do inimigo com respostas esmagadoras, punitivas e devastadoras”, disse o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, major-general Ali Abdollahi, segundo a mídia iraniana.
Já o presidente do parlamento iraniano e principal negociador do país, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que Washington parece ter concluído que não conseguiria continuar em um confronto militar direto.
“Precisamos elaborar planos para lidar com as sanções injustas, de modo que possamos superá-las”, disse ele, acusando os Estados Unidos e Israel de recorrerem ao que chamou de guerra econômica e “cognitiva”.
As tratativas entre as partes permanecem paralisadas. Tanto a nação persa como Washington não aceitam ceder, criando um impasse para encerrar a guerra iniciada com os bombardeios de Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. Desde então, o regime dos aiatolás mantém o estratégico Estreito de Ormuz fechado, enquanto o Exército americano persiste com um contrabloqueio naval ao Irã.
‘Pressão máxima’
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira 20 que irá impor as sanções econômicas mais severas da história contra o Irã. Segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, o objetivo da medida é exercer “pressão máxima” para forçar a queda do regime de Teerã, sugerindo que o sufocamento econômico pode reduzir a necessidade de futuras operações militares em larga escala.
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A ofensiva segue a promessa do presidente Donald Trump de iniciar uma guerra econômica sem precedentes. O republicano alertou que qualquer país que forneça “qualquer tipo de elo vital” ao Irã enfrentará “consequências econômicas tremendas”. Detalhes específicos sobre a implementação das novas medidas devem ser esclarecidos por Bessent em uma coletiva de imprensa na próxima segunda-feira, 24.
Resposta iraniana
Depois disso, o Irã acusou os Estados Unidos de “terrorismo econômico” e de “crimes contra a humanidade”, mas também aproveitou para caçoar de Trump.
O chanceler Abbas Araqchi afirmou que a medida seria apenas uma cortina de fumaça para os próprios problemas econômicos americanos e trará “mais derrota” para Washington. O vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, acrescentou: “Cada vez que eles tentam encobrir um erro de cálculo, os americanos acabam criando um fracasso ainda maior para si mesmos.”
Nesta sexta-feira, enquanto isso, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou ser hora de encerrar a guerra no Oriente Médio pois Teerã está em uma “posição de força” em relação a Washington.
“É melhor encerrarmos a guerra agora, enquanto estamos em uma posição de poder e dignidade, e quando o mundo inteiro reconhece a nossa vitória e ressalta que a América atacou nossas escolas, hospitais e infraestrutura — violando todas as normas — e é odiada em todo o mundo”, disse ele em uma reunião com médicos.







