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Irã ameaça fechar Estreito de Ormuz e fala em ‘ações firmes’ em caso de novos ataques dos EUA

Teerã afirma que pode bloquear a principal rota marítima do petróleo e resposta militar terá proporção de 'dois para um'

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 jul 2026, 16h49 | Atualizado em 9 jul 2026, 10h14
Irã ameaça fechar Estreito de Ormuz e fala em ‘ações firmes’ em caso de novos ataques dos EUA Priorizar nos meus resultados Google

O Irã pode fechar o Estreito de Ormuz caso os Estados Unidos voltem a atacar o país, em resposta às novas ameaças militares feitas pelo presidente Donald Trump nesta quarta-feira, 8. Segundo a emissora estatal Press TV, que cita uma fonte de segurança, Teerã também promete retaliar qualquer ofensiva americana com ataques em proporção de “dois para um”.

A advertência volta a colocar em risco a travessia em uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. Cerca de 20% do petróleo transportado globalmente passa pelo Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. A navegação havia sido normalizada após a assinatura de um acordo preliminar de paz entre Washington e Teerã, no mês passado, mas a retomada das hostilidades voltou a colocar a região em estado de alerta.

De acordo com a Press TV, o fechamento da passagem seria adotado caso o governo americano cumpra as ameaças feitas por Trump durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada em Ancara, na Turquia.

Segundo o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, Teerã “não responderá à vulgaridade com vulgaridade, mas com ações”, incluindo medidas “firmes”.

Trump endurece o discurso

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As ameaças iranianas foram divulgadas poucas horas depois de Trump afirmar que poderá ampliar a ofensiva militar contra o país ainda nesta quarta-feira. Mais cedo, o republicano declarou que o acordo de paz firmado em junho “acabou” e chegou a dizer que os Estados Unidos fariam um “grande ataque” contra o Irã.

Em seguida, o presidente moderou parcialmente o discurso, afirmando que não tinha certeza se a trégua permaneceria em vigor. Ainda assim, voltou a acusar Teerã de atacar embarcações comerciais no Estreito de Ormuz e ameaçou atingir infraestrutura estratégica iraniana.

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“Se for preciso, cortaremos o sistema de energia elétrica e as estações de tratamento de água”, disse a jornalistas antes de um encontro bilateral com o presidente da Ucrânia.

Trump também afirmou que forças americanas atingiram a Ilha de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã, mas alegou ter determinado que instalações de armazenamento de petróleo fossem preservadas. Segundo o presidente, a campanha militar americana como “um tremendo sucesso” e afirmou, sem apresentar evidências, que o Irã perdeu praticamente toda a sua capacidade militar.

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O republicano também voltou a usar um tom agressivo contra o governo iraniano, chamando seus líderes de “escória” e afirmando que eles são responsáveis pela morte de milhares de manifestantes.

Trégua

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Os dois países haviam anunciado um cessar-fogo após a assinatura de um acordo preliminar de paz em junho. A trégua, no entanto, começou a ruir depois que os Estados Unidos retomaram bombardeios contra alvos iranianos em resposta a ataques contra navios comerciais que cruzavam o Estreito de Ormuz.

Em reação, o Irã classificou a ofensiva americana como uma violação do acordo e lançou ataques contra bases militares dos Estados Unidos no Bahrein e no Kuwait durante a madrugada desta quarta-feira.

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Os dois países do Golfo abrigam importantes instalações militares americanas. O Bahrein sedia a 5ª Frota da Marinha dos EUA, enquanto o Kuwait funciona como um dos principais centros de operações do Exército americano na região. Após os ataques, ambos acionaram alertas de mísseis para a população.

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