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Irã adverte que erro sobre Síria pode causar ‘catástrofe’

Em reunião com o mediador da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Ali Akbar Salehi, pediu 'prudência'

Por Da Redação 10 jul 2012, 07h18

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Ali Akbar Salehi, advertiu nesta terça-feira o mediador da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, de que uma decisão errada sobre o conflito nesse país pode causar “uma catástrofe” na região, razão pela qual pediu “prudência”.

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“Não podemos permitir que a situação piore, pois isso não beneficiaria ninguém”, disse Salehi em entrevista coletiva com Annan após a reunião que ambos mantiveram em Teerã. Annan, por sua vez, assegurou que, se seu plano de paz para a Síria fracassar, pode haver um “desastre”, e explicou que recebeu o apoio do Irã para buscar uma saída para o conflito que começou há um ano e meio e que já causou mais de 11 mil mortes.

O plano de Annan inclui, entre outras medidas, um cessar-fogo, a saída das tropas das cidades, a libertação dos presos políticos e o início de um diálogo entre as autoridades e a oposição. Para Salehi, um “passo errado” no conflito da Síria “pode levar a uma catástrofe” e causar graves problemas a toda a região.

Reformas – O chefe da diplomacia iraniana reiterou a postura de Teerã, um dos poucos aliados do regime de Damasco, de apoiar as reformas apresentadas pelo presidente sírio, Bashar al-Assad. Segundo Salehi, essas reformas devem levar o povo sírio a gozar dos direitos civis básicos, como eleições livres, pluripartidarismo, liberdade, democracia e independência.

Por outro lado, acusou potências estrangeiras – em referência aos EUA e a seus aliados, embora sem citá-los – de “prejudicar” os esforços de Assad e de agravar a situação do país com sua “ingerência”. Annan chegou nesta segunda-feiraà noite a Teerã, procedente de Damasco, para reunir-se com altos cargos iranianos a fim de tratar do conflito na Síria.

Em Damasco, antes de partir a Teerã, Annan disse que sua reunião com Al-Assad foi “muito franca e construtiva” e que tinham chegado a “um enfoque” que compartilharia com “a oposição armada” para tentar pôr fim à violência de maneira negociada.

(Com agência EFE)

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