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Irã admite efeito de sanções. E anuncia teste final em usina

Para o país, as punições podem retardar o programa, mas não vão pará-lo

Por Da Redação - 7 jul 2010, 09h25

O chefe da Organização de Energia Atômica da República Islâmica, Ali Akbar Salehi, admitiu nesta quarta-feira que as sanções da ONU podem atrasar seu programa nuclear, apesar de não serem capazes de pará-lo. A declaração acontece no mesmo dia em que o país anuncia que sua primeira usina nuclear deve ser lançada até o fim de setembro, após um importante teste final realizado em seu reator.

Salehi afirmou nesta quarta-feira que as sanções do Conselho de Segurança da ONU podem ter algum efeito e retardar o progresso do seu programa nuclear. É a primeira vez que o regime de Teerã admite que as medidas podem ter efeito. “Não podemos dizer que as sanções não têm efeito”, disse. “Talvez elas retardem o trabalho, mas não vão pará-lo, isso é certeza.”

Um sinal da determinação iraniana foi o anúncio sobre o lançamento da sua primeira usina nuclear, também nesta quarta-feira. “Alcançamos o ponto sem volta e o caminho está aberto para que o reator comece a funcionar”, disse Salehi. Ele acrescentou que testes foram realizados na planta e que foram os últimos antes do início das operações.

A declaração sugere que uma disputa entre Teerã e Moscou, iniciada em maio sobre a imposição de novas sanções contra o Irã. A Rússia concordou em construir o reator de 1.000 megawatts há 15 anos, mas os atrasos têm perseguido o projeto de 1 bilhão de dólares.

(Com agências Reuters)

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