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Investigação de atentado na Argentina aponta ramificações de rede terrorista no Brasil

Relatório de procurador argentino sobre ataque terrorista de 1994, em Buenos Aires, mostra que doze extremistas viveram, visitaram parentes ou mantiveram negócios em três cidades brasileiras, revela reportagem de VEJA

Por Duda Teixeira e Leonardo Coutinho - 9 jun 2013, 15h00

Ali Khamenei, o líder supremo do Irã, deu, em uma reunião em agosto de 1993, a ordem para que se executasse o atentado mais sangrento da história argentina. Menos de um ano depois, no dia 18 de julho de 1994, isso se tornou realidade com a explosão de uma van Renault Trafic em frente a um prédio onde funcionava a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia). No meio dos escombros, 85 mortos. O carro continha entre 300 e 400 quilos de um composto de nitrato de amônio, alumínio, dinamite e nitroglicerina. Desde então, por quase duas décadas, a cadeia de comando montada a partir do Irã para executar a carnificina em Buenos Aires foi cuidadosamente estudada pelo procurador especial Alberto Nisman. Seu relatório, que acusa a cúpula do governo iraniano de ter sido mandante do crime, foi apresentado à Justiça no fim de maio. Na semana passada, VEJA teve acesso à sua íntegra. Em 502 páginas, é possível entender não apenas como funcionava a rede terrorista, mas também suas ramificações no Brasil. Doze extremistas citados por Nisman como tendo vínculos com o Hezbollah, o grupo islâmico que é um braço armado do governo iraniano no Líbano, viveram, visitaram parentes ou mantiveram negócios em três cidades brasileiras: Foz do Iguaçu, São Paulo e Curitiba. Pelo menos quatro deles tiveram participação direta ou indireta no atentado à Amia.

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