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Invasão ao Congresso dos EUA deixa ao menos quatro mortos

Polícia fez 52 detenções, incluindo 26 dentro do prédio; Prefeita de Washington anunciou prorrogação do estado de emergência até a posse de Biden

Por Da Redação Atualizado em 7 jan 2021, 11h11 - Publicado em 7 jan 2021, 09h37

Ao menos quatro pessoas morreram durante a invasão ao Capitólio por apoiadores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quarta-feira 6, enquanto parlamentares davam andamento à sessão de certificação da vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais de novembro.

De acordo com o chefe do departamento de polícia de Washington, Robert Contee, três mortes foram registradas nos arredores do prédio legislativo americano. Segundo ele, as mortes de dois homens e uma mulher decorreram de “emergências médicas”, sem dar mais detalhes. Os três não tiveram suas identidades reveladas.

Apoiadores do presidente Donald Trump dentro do Capitólio, Washington. 06/01/2021
Apoiadores do presidente Donald Trump dentro do Capitólio, Washington. 06/01/2021 Saul Loeb/AFP

Uma quarta mulher, que fazia parte do grupo que invadiu o Capitólio, morreu após ser baleada pela polícia do Congresso. Ex-militar e fervorosa seguidora do presidente Trump, ela foi identificada como Ashli Babbitt e vivia no sul da Califórnia, informou a imprensa americana, que cita sua família.

Em imagens fortes em vídeo publicado no Twitter, é possível ver o momento em que a mulher é baleada no peito. Outros manifestantes tentar cuidar da mulher, que em seguida foi retirada do prédio de maca.

“Agentes da polícia do Capitólio enfrentaram [os invasores] e, em um certo momento, um deles fez uso de sua arma de serviço” e atirou nela, disse Contee, em uma entrevista coletiva.

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Ainda segundo a autoridade, ao menos catorze policiais ficaram feridos, um deles em situação grave, durante os confrontos no Congresso e nos arredores.

A polícia fez 52 detenções, incluindo 26 dentro do Capitólio. Dessas, 47 pessoas foram presas por desrespeito ao toque de recolher em vigor desde as 18h locais.

Em meio a temores de novas ações violentas por partidários de Trump, que se recusam a reconhecer sua derrota, a prefeita de Washington, Muriel Bowser, anunciou uma prorrogação do estado de emergência por quinze dias até a posse de Biden, em 20 de janeiro. Devido ao caos, ela já havia ordenado um toque de recolher em toda a cidade, proibindo a circulação nas ruas a partir das 18h, em uma medida em vigor até a manhã desta quinta-feira, 7.

“Queremos que todos saiam e saiam rapidamente”, disse Bowser aos repórteres após anunciar a medida para conter os protestos nas ruas. “O toque de recolher será imposto.”

A sessão no Capitólio foi retomada depois que as forças de segurança conseguiram retirar os invasores do local. Embora tenha sido repleta de contestações apresentadas por congressistas republicanos, o Congresso certificou a vitória do democrata, como esperado.

Pouco depois, Trump reconheceu o fim de seu mandato e afirmou que fará uma “transição ordenada” de poder, apesar de “discordar totalmente do resultado da eleição”.

“Eu sempre disse que continuaríamos nossa luta para garantir que apenas os votos legais fossem contados. Embora isso represente o fim do maior primeiro mandato da história presidencial, é apenas o começo de nossa luta para tornar a América grande novamente”, disse o atual governante, novamente sem apresentar provas de fraude.

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