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Início da apuração indica vitória de Mauricio Macri na Argentina

Com 27% dos votos apurados, oposição tem 54,3%. Resultado sela o fim da era Kirchner. É a primeira vez em 100 anos que argentinos elegem um presidente que não é do partido peronista nem do radical

A Argentina fez uma eleição histórica neste domingo. Segundo as projeções e as primeiras contagens de votos, o oposicionista Mauricio Macri é o próximo presidente da Argentina, com posse marcada para o dia 10 de dezembro. O conservador Macri, da aliança Cambiemos, encerrou a campanha como favorito contra o esquerdista Daniel Scioli, da Frente para a Vitória, apoiada pela presidente Cristina Kirchner.

Com 27% das urnas já apuradas, Macri está na frente, com 54,3% contra 45,7% de Scioli. Se a vitória de Macri se confirmar, será a primeira vez em 100 anos que os eleitores argentinos terão escolhido um candidato que não pertence nem ao peronismo nem ao radicalismo socialdemocrata. Sua vitória encerra doze anos de hegemonia política do casal Kirchner, primeiro com Nestor e agora com Cristina.

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Além disso, é a primeira vez na história que a Argentina, em seus 32 anos consecutivos de democracia, elege um presidente em segundo turno. E deu virada. No primeiro turno, o governista Scioli venceu a disputa com 37% dos votos, três pontos a mais do que Macri. Agora, Macri teve mais sucesso em atrair os votos dos demais derrotados no primeiro turno e virou o jogo a seu favor.

O clima nos comitês eleitorais dos dois candidatos é um retrato dos primeiros resultados: há festa e sorriso no comitê de Macri e tensão silenciosa no comitê de Scioli. Segundo as projeções do jornal Clarín e da rede de TV C5N, a distância de pontos entre os dois candidatos oscilaria entre 6 e 12 pontos percentuais, uma margem excessivamente dilatada. No primeiro turno, essas mesmas projeções indicavam uma larga vantagem do governista Scioli sobre o oposicionista Macri, mas, abertas as urnas, revelou-se uma disputa muito mais apertada.

Estima-se que o resultado definitivo será conhecido às 23h em Brasília (22h em Buenos Aires). Segundo as autoridades eleitorais, o dia transcorreu com normalidade, com um índice de participação de 74% dos mais de 32 milhões de eleitores habilitados a votar.

(Da redação)