Influenciador mexicano com 600.000 seguidores é morto a tiros durante ‘live’
Cesar Gastelum foi baleado na cidade de Culiacán, no México; autoridades investigam ligação com crime organizado local
Um criador de conteúdo mexicano foi morto a tiros na terça-feira, 4, enquanto fazia uma transmissão ao vivo em frente a um restaurante de fast-food na cidade de Culiacán, capital do estado de Sinaloa, no México.
Cesar Gastelum foi baleado depois de ser abordado por duas pessoas de capacete em uma moto, de acordo com imagens obtidas pela agência de notícias Reuters. O influenciador colecionava mais de 600 mil seguidores no TikTok.
Nesta quarta-feira, 5, o Gabinete de Segurança Federal do México informou que as autoridades investigam se o ataque tem relação com as postagens de Gastelum nas redes sociais. Segundo o órgão, o jovem fez referência a um cartel mexicano em algumas das publicações.
Além disso, o Gabinete de Segurança acrescentou que câmeras de vigilância e outras evidências estão sendo analisadas para identificar e prender os responsáveis pelo crime.
“Os verdadeiros autores — e, se for o caso, o mentor intelectual — devem ser presos, e o motivo por trás desse homicídio trágico deve ser descoberto”, disse a presidente do México, Cláudia Sheinbaum, durante uma coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira.
Crime organizado
O México tem enfrentado dificuldades com a propagação do crime organizado no país ultimamente. O estado de Sinaloa, em particular, vive um conflito desde setembro de 2024 entre duas facções: Los Mayos e Los Chapitos. De acordo com um relatório recente do centro de pesquisas International Crisis Group, os dois grupos querem ganhar território nas principais cidades de Sinaloa — Culiacán e Mazatlán — bem como em outras partes do estado.
O relatório revela que os grupos criminosos utilizam tecnologias avançadas para dominar territórios. Armas de fogo, veículos blindados e até drones elevaram os níveis de violência no estado de Sinaloa e levaram e à perturbação da vida cotidiana em diversas regiões.
As duas facções pertencem ao Cartel de Sinaloa e seus nomes fazem referência aos cofundadores da organização criminosa, Ismael “Mayo” Zambada e Joaquín “Chapo” Guzmán. Os dois se tornaram rivais por causa de brigas relacionadas a quem obteria o controle do cartel após ambos serem presos, em 2024. Atualmente, eles cumprem prisão perpétua nos Estados Unidos por tráfico de drogas.







