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Infantino acusa críticos da Copa do Mundo de espalhar ódio e diz que torneio foi ‘sucesso’

Em carta aberta, presidente da Fifa afirmou que 'futebol não é política, é união'

Por Sara Salbert Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 jul 2026, 10h51 | Atualizado em 28 jul 2026, 15h37
Infantino acusa críticos da Copa do Mundo de espalhar ódio e diz que torneio foi ‘sucesso’ Priorizar nos meus resultados Google

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, reagiu às críticas dirigidas à Copa do Mundo de 2026 e afirmou que o torneio, realizado nos Estados Unidos, Canadá e México, foi um sucesso marcado por segurança, inclusão e união entre os torcedores. Em uma carta aberta publicada nesta segunda-feira, 27, o dirigente acusou críticos de disseminarem “ódio” e “narrativas falsas” sobre a competição.

Segundo Infantino, a repercussão negativa ignorou a experiência vivida pelos milhões de fãs que acompanharam o Mundial, conquistado pela Espanha.

“Aos que, por trás de suas canetas e papéis, ou atrás de suas telas, espalham ódio e rumores falsos, quero dizer que, enquanto vocês permanecem aí, nós, na Fifa, estamos na linha de frente organizando, trabalhando arduamente e entregando o maior espetáculo do mundo”, afirmou.

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O dirigente disse ainda que o futebol deve servir como ponto de encontro entre diferentes povos, destacando a presença de seleções de países envolvidos em conflitos ou crises. Infantino acusou os críticos de estarem mais preocupados em atacar a entidade do que em reconhecer o impacto do torneio para milhões de torcedores.

“A todos vocês que deixaram de ver crianças, bebês, avós e pais se reunirem em torno desse belo esporte, peço desculpas por os jogos já terem acabado e por vocês terem perdido toda essa alegria e união”, escreveu.

Críticas à Copa

A declaração ocorre após semanas de controvérsias envolvendo a organização do torneio. Entre os principais pontos levantados estavam as restrições de vistos impostas pelos Estados Unidos a torcedores, árbitros e delegações de alguns países, especialmente aqueles afetados por conflitos internacionais.

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Um dos casos mais comentados foi o do árbitro somali Omar Artan, impedido de entrar nos Estados Unidos apesar de possuir visto válido. A delegação do Irã também enfrentou dificuldades para viajar em razão das restrições adotadas por Washington durante a guerra entre os dois países. Infantino, porém, afirmou que a seleção iraniana conseguiu disputar a competição normalmente e defendeu que “o futebol é sobre paz, não política”. 

Outra polêmica envolveu a suspensão de um cartão vermelho aplicado ao atacante americano Folarin Balogun. A decisão da Fifa foi tomada após intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e gerou questionamentos sobre possível interferência política nas decisões esportivas. 

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Infantino, por sua vez, argumentou que decisões controversas fazem parte do futebol e afirmou que situações semelhantes ocorrem em algumas das principais ligas do mundo.

A carta do presidente da Fifa tende a ampliar as críticas ao dirigente, que já havia provocado forte repercussão na véspera da Copa do Mundo de 2022, no Catar, ao declarar, durante uma entrevista, que naquele dia se sentia “catari, árabe, africano, gay, deficiente e trabalhador migrante”. 

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