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Indonésia vai executar dois australianos por tráfico de drogas

Myuran Sukumaran e Andrew Chan são membros de uma quadrilha de tráfico de drogas e foram presos no aeroporto de Denpasar Bali em 2005

Por Da Redação 2 fev 2015, 10h11

Dois cidadãos australianos são os próximos na fila de execuções por delitos de tráfico de drogas na Indonésia, informou o procurador-geral da nação do sudeste asiático nesta segunda-feira – uma medida que provavelmente vai estremecer as relações entre os dois países vizinhos. Myuran Sukumaran, de 33 anos, e Andrew Chan, de 31, estão entre oito prisioneiros no corredor da morte desde que o presidente da Indonésia, Joko Widodo, rejeitou seus pedidos de clemência no mês passado, na mais recente de uma série de sentenças de morte para infratores da legislação sobre drogas, incluindo estrangeiros.

“Ficamos sabendo que muitos australianos apoiam a execução e essa é uma das coisas que nos leva a sentir que não estamos cometendo um erro”, afirmou o procurador-geral H.M. Prasetyo, em entrevista coletiva na capital indonésia. Não ficou imediatamente claro quando serão realizadas as execuções.

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A ministra de Relações exteriores da Austrália, Julie Bishop, disse no mês passado que não descarta a possibilidade de chamar de volta o embaixador do país na Indonésia, se as execuções forem efetuadas. Widodo reiterou nesta segunda-feira sua promessa de levar adiante uma política de linha-dura contra os traficantes de drogas. “Eu já transmiti isso. Cabe aos nossos embaixadores explicar por que temos a pena de morte”, disse ele a repórteres.

No mês passado, a Indonésia executou por fuzilamento seis presos por delitos de tráficos de drogas, incluindo o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, e cidadãos do Malaui, Holanda, Nigéria e Vietnã. Brasil e Holanda chamaram de volta seus embaixadores na Indonésia, enquanto a Nigéria convocou o embaixador da Indonésia em Abuja. A Indonésia tem um histórico de penas severas para o tráfico de drogas. A pena de morte voltou a ser aplicada em 2013, depois de um hiato de cinco anos.

(Com agência Reuters)

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