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Indonésia proíbe ‘emojis gays’ em aplicativos de mensagem

Segundo o Ministério da Comunicação e Informação, esses conteúdos vão contra as leis e normas religiosas locais

Por Da Redação - 12 fev 2016, 17h45

O governo da Indonésia exigiu que todos os aplicativos de mensagens instantâneas removam os emojis de temática gay, com possibilidade de serem proibidos no país caso não cumpram a nova regra. Os emojis, que estão disponíveis nos aplicativos Whatsapp e LINE, muito populares no país, e no Facebook e Twitter, retratam casais do mesmo sexo de mãos dadas ou se beijando e a bandeira arco-íris, comumente usada para simbolizar as comunidades LGBT.

“Tais conteúdos não são permitidos na Indonésia com base em nossa lei cultural e nas normas religiosas e os operadores devem respeitar isso”, afirmou Ismail Cawidu, porta-voz do Ministério da Comunicação e Informação, à agência France-Presse nessa sexta-feira. Segundo ele, existe também uma preocupação especial com o apelo dos desenhos com as crianças. “Essas coisas podem ser consideradas normais em alguns países ocidentais, mas na Indonésia é praticamente impossível.”

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O Ministério contatou todas as empresas que utilizam esse tipo de conteúdo em seus aplicativos, incluindo o Twitter e Facebook. A rede social LINE, criada no Japão, afirmou já ter removido os emojis de suas lojas onlines na Indonésia e emitiu um pedido de desculpas. “O LINE lamenta o incidente com alguns adesivos que são considerados sensíveis por muitas pessoas.”

A homossexualidade não é ilegal na Indonésia, onde 88% de seus 250 milhões de moradores são islâmicos, em sua maioria moderados, mas o tema continua sendo um assunto controverso. Nessa sexta-feira, a organização Humam Rights Watch (HRW) enviou uma carta ao presidente do país, Joko Widodo, na qual denuncia a proliferação de comentários depreciativos por parte de altos cargos do governo contra a comunidade LGBT.

“O presidente Jokowi deveria condenar urgentemente estes comentários contra os homossexuais antes que este tipo de retórica abra a porta para mais abusos”, disse na carta Graeme Reid, diretor de direitos LGBT da HRW.

(Da redação)

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