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Índia ordena que 800.000 pessoas saiam de casa por aproximação de ciclone

Meteorologistas preveem ventos de cerca de 200 km/h e fortes ondas; templo histórico está em risco

A Índia ordenou que 800.000 pessoas ao longo da costa leste deixem suas casas nesta quinta-feira 2 em decorrência da aproximação de um ciclone que, segundo previsões de meteorologistas, deve atingir o país em 24 horas.

Tempestades fortes decorrentes do ciclone Fani já agridem a região oeste da Baía de Bengala, informou o Serviço Meteorológico da Índia. A costa sul do estado de Orissa também deve ser atingida por fortes chuvas nesta quinta, de acordo com um boletim meteorológico.

O serviço estatal de meteorologia também previu ventos de cerca de 200 km/h. O rastreador de ciclones Tropical Storm Risk avaliou as tempestades do Fani como de categoria 3.

Cerca de 800.000 pessoas devem ser transferidas de áreas mais baixas de 14 distritos em Orissa para abrigos, escolas seguras e prédios universitários, informou um comunicado do governo.

Só em Puri, 100.000 pessoas terão que deixar suas casas nas próximas horas. Acredita-se que a cidade será a mais atingida pelo ciclone Fani. Puri abriga o Templo Jagannath, de 858 anos, e as autoridades locais estão preocupadas com o impacto da tempestade em suas estruturas.

“Estamos maximizando esforços em todos os níveis para a retirada pelo tempo necessário”, disse o comissário especial para ajuda humanitária da região, Bishnupada Sethi. Turistas também foram advertidos a deixar cidades costeiras em Bengala Ocidental e Orissa.

As condições marítimas são suscetíveis a fortes ondulações na costa sudeste das regiões de Tâmil Nadu e Andra Pradexe, bem como no território de Puducherry, informou o serviço meteorológico.

A temporada de ciclones na Índia geralmente ocorre entre abril e dezembro, com severas tempestades que costumam levar à retirada de milhares de pessoas, mortes generalizadas e danos a plantações e propriedades no país e em Bangladesh.

Um super-ciclone devastou a costa de Orissa durante 30 horas, matando 10.000 pessoas, há duas décadas. Um plano de retirada em massa de quase um milhão de pessoas em 2013 possivelmente salvou milhares de vidas.

(Com Reuters)