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Independentistas bascos entram com força no Parlamento espanhol

Madri, 20 nov (EFE).- A coalizão abertzale (independentista basca) Amaiur entrou com grande força no Congresso dos Deputados espanhol, com sete cadeiras obtidas nas eleições gerais realizadas neste domingo na Espanha.

A Amaiur obteve uma vitória histórica no País Basco, com seis cadeiras, ao qual se soma outro na vizinha comunidade autônoma de Navarra.

A coalizão defensora da soberania conseguiu além disso três senadores na Câmara Alta do Parlamento espanhol.

Parte de sua ascensão foi conseguida às custas do Partido Nacionalista Basco (PNV), que piorou seus resultados em relação às eleições de 2008, e só terá cinco cadeiras em Madri

A forte irrupção em Madri desta coalizão formada pela esquerda abertzale basca aconteceu apenas um mês depois que o grupo terrorista ETA anunciou a cessação de sua atividade armada, que em quatro décadas causou mais de 800 vítimas.

Trata-se do melhor resultado eleitoral do independentismo basco em eleições gerais, após as cinco cadeiras que obteve em 1986.

O resultado da Amaiur significa o retorno da esquerda abertzale ao Congresso dos Deputados espanhol após 15 anos de ausência.

Os dois últimos deputados do independentismo basco foram escolhidos pela candidatura de Herri Batasuna no pleito geral de 1993, e se mantiveram até 1996.

Quinze anos depois, um ex-membro da Mesa Nacional de Batasuna (partido que foi ilegalizado em 2002 durante o Governo ‘popular’ de José María Aznar), Iñaki Antigüedad, liderará a representação da esquerda abertzale em Madri à frente da Amaiur.

Após saber dos resultados das eleições que deram a vitória por maioria absoluta ao conservador Partido Popular, Antigüedad pediu ao líder desse partido, Mariano Rajoy, para ‘mirar alto’ a fim de resolver o futuro basco.

‘A Espanha tem um déficit de estrategistas e talvez seja a hora de Rajoy ser um estadista e saber interpretar bem o futuro que começa hoje’, disse o representante da Amaiur, em alusão ao objetivo de independência do País Basco.

Acrescentou que isto o faria ‘passar para a história’ como o que resolveu a outra crise que, junto à econômica, a Espanha tem hoje, ‘a territorial’. EFE