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Incêndios na Austrália já causam danos de US$ 90 milhões

Bombeiros temem que focos na região de Blue Mountains virem 'megaincêndio'

Por Da Redação 21 out 2013, 02h10

Os incêndios florestais que atingem desde quinta-feira passada o estado australiano de Nova Gales do Sul causaram danos que superam os 90 milhões de dólares (cerca de 195 milhões de reais), informou nesta segunda-feira o Conselho de Seguradoras da Austrália. Mais de 200 casas foram arrasadas pelas chamas a oeste de Sydney, a maior parte na cidade de Springwood, situada na área turística de Blue Mountains.

Foram apresentadas às seguradoras cerca de 855 reivindicações por danos em casas, negócios e veículos, segundo a agência de notícias local AAP. Os inspetores ainda não puderam ter acesso a todas as áreas atingidas, por isso se estima que os estragos dos incêndios florestais sejam maiores, declarou um porta-voz do Conselho de Seguradoras.

Os bombeiros trabalharam durante a noite passada na construção de barreiras de contenção para tentar evitar que os focos de incêndio em Springwood, Mount Victoria e Lithgow, na região de Blue Mountains, se transformem em um “megaincêndio”. Os meteorologistas preveem para esta segunda temperaturas de mais de 30 graus e ventos de 100 quilômetros por hora, o que pode avivar as chamas e unir os três focos que ardem em Blue Mountains, e ameaçar a região de Hawkesbury, a noroeste de Sydney.

O governador de Nova Gales do Sul, Barry O’Farrell, declarou estado de emergência em toda sua jurisdição, onde ardem cerca de 50 incêndios, 15 deles sem controle e enfrenta a pior crise deste tipo nos últimos 45 anos. Vários voos sofreram atrasos nos aeroportos de Sydney por consequência da baixa visibilidade provocada pela densa nuvem de fumaça procedente dos focos ativos nas Blue Mountains.

A poluição do ar atingiu na cidade de Campbelltown, ao sul de Sydney, os 2 500 pontos, enquanto em vários pontos de Sydney foi superado o nível 100 que, segundo os padrões internacionais, se considera ar de baixa qualidade, segundo o Escritório do Meio Ambiente de Nova Gales do Sul.

(Com agência EFE)

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