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Incêndio na Califórnia já causou cinco mortes após sete dias

Restos mortais foram encontrados neste domingo, aumentando o número de vítimas

Por Reuters - 29 jul 2018, 16h54

O número de mortos por um incêndio ao norte da Califórnia aumentou para cinco com a descoberta de restos humanos que acredita-se serem de uma idosa e de seus dois bisnetos, que estavam desaparecidos. Apesar das equipes de bombeiros lutarem para frear as chamas, apenas 5% do incêndio, que se iniciou na segunda-feira, foi contido.

Mais de 38 000 pessoas continuam sob ordens de evacuação neste domingo, dentro e ao redor da cidade de Redding, a 257 quilômetros ao norte da capital do estado, Sacramento. O incêndio destruiu mais de 500 edifícios e continuou se espalhando sem limites pelo sétimo dia. Cranston, mais fatal e destrutivo dos quase 90 incêndios do Sul dos Estados Unidos, carbonizou 36.095 hectares de vegetação seca desde que irrompeu na segunda-feira passada.

Mais de 5 012 estruturas foram ameaçadas pelo incêndio, disseram as autoridades. As chamas destruíram 517 e danificaram 135 delas.

O tempo previsto para este domingo não deve oferecer alívio para os bombeiros, já que atingirá 37,7 graus Celsius, com baixa umidade e ventos fortes, informou o Serviço Nacional de Meteorologia. Um exército de cerca de 3 500 funcionários de combate a incêndios e um esquadrão de 17 helicópteros de lançamento de água conseguiram cavar linhas de proteção em torno de apenas 5% do perímetro do fogo até o domingo.

Bombeiros dizem que o comportamento errático do incêndio, alimentado por ventos fortes e temperaturas elevadas, complicou os esforços para conter o fogo. O presidente Donald Trump, no sábado, declarou emergência, autorizando fundos federais para os esforços de socorro.

Autoridades disseram que, aparentemente, todos os focos foram ateados por iniciativa de um mesmo suspeito, Brandon McGlover, de 32 anos, que foi levado sob custódia em Hemet e acusado de 15 crimes de incêndio culposo, informou o Serviço Florestal dos Estados Unidos em comunicado no site de monitoramento de incêndios Inciweb. McGlover declarou-se não culpado pelos incidentes.

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