Incêndio em maternidade no Paquistão deixa ao menos 15 bebês mortos
Fogo teve início após a explosão de um aparelho de ar condicionado com defeito e excesso de oxigênio na enfermaria alimentou as chamas
Um incêndio na maternidade de um hospital de Islamabad, capital do Paquistão, matou ao menos 15 bebês nesta quarta-feira, 26. Segundo as autoridades, o fogo teve início após a explosão de um aparelho de ar condicionado com defeito.
O incêndio começou por volta das 7h locais (23h de terça-feira 25 no horário de Brasília) no hospital do Instituto de Ciências Médicas do Paquistão (PIMS), no terceiro andar da ala de saúde materna e infantil, informou um comunicado divulgado pelo governo do distrito de Islamabad.
O ministro da Saúde, Mustafa Kamal, disse à Geo TV que havia 16 recém-nascidos na ala de ginecologia do hospital quando o fogo começou, acrescentando que o excesso de oxigênio na enfermaria contribuiu para a propagação das chamas.
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Pedidos por respostas
O primeiro-ministro Shehbaz Sharif, por sua vez, ordenou às autoridades que conduzam uma investigação imediata. “Os responsáveis devem ser identificados, e as medidas mais rigorosas devem ser tomadas”, disse o escritório de Sharif em comunicado.
Várias testemunhas relataram à agência de notícias AFP que as equipes de resgate demoraram a chegar ao local. “Havia uma fumaça preta lá dentro e os pacientes estavam presos (… ) Os socorristas demoraram duas horas para chegar”, contou Abdul Ghafoor, que disse ter entrado no hospital para salvar pacientes.
A porta da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal estava trancada, segundo Jaweria, uma mulher que perdeu o filho no incêndio. “Não posso acreditar. Devolvam meu menino! Por que os médicos deixaram as crianças lá? “, declarou ela à AFP.
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Talal Chaudhry, vice-ministro do Interior, no entanto, negou as acusações. “O que aconteceu é triste, mas não houve qualquer negligência no que diz respeito às operações de resgate”, disse, acrescentando que as equipes chegaram ao hospital em seis minutos.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) pediu a “revisão e fortalecimento das normas de prevenção de incêndios e de segurança nas instalações de saúde, para garantir que cada mãe e cada criança possam receber o cuidado que precisam em um ambiente seguro”.







