Assine VEJA a partir de R$ 9,90/mês.

Imprensa estrangeira vê ‘erosão’ de ações pró-mercado com saída de Parente

Jornal 'Financial Times' e agência 'Bloomberg' ressaltam o temor dos investidores em relação ao retorno da intervenção estatal no setor petroleiro

Por Da Redação - Atualizado em 1 jun 2018, 17h52 - Publicado em 1 jun 2018, 17h10

A saída de Pedro Parente da presidência da Petrobrás foi notícia em alguns dos principais jornais econômicos internacionais nesta sexta-feira (01). Para a agência Bloomberg, o atual cenário “realça a erosão do apoio a políticas favoráveis ao mercado após dois anos de austeridade sob [o governo] Temer”.

O site de notícias do mercado financeiro também aponta que a renúncia de Parente aconteceu “sob a pressão do presidente Michel Temer e em meio a uma greve nacional contra os altos preços dos combustíveis”.

“A renúncia fez com que as ações da Petroleos Brasileiros caíssem até 22%, a maior queda desde 1999, e levaram a moeda brasileira a recuar 1% em relação ao dólar”, diz a Bloomberg.

O jornal Financial Times também ressaltou o temor dos investidores em relação ao retorno da intervenção estatal no setor petroleiro.

Publicidade

“Parente insinuou que o setor estava enfrentando uma nova intervenção do governo em sua carta de renúncia ao presidente Michel Temer, que defende as políticas pró-mercado, mas ficou sob intensa pressão durante a greve dos caminhoneiros”, diz o FT.

Parente, por sua vez, foi descrito pelo jornal como “campeão das políticas de livre mercado no setor de petróleo do país”.

Financial Times repercute a demissão de Pedro Parente, do comando da Petrobras
Financial Times repercute a demissão de Pedro Parente, do comando da Petrobras Financial Times/Reprodução

Parente anunciou sua saída nesta sexta-feira, diretamente ao presidente Michel Temer. Em carta de demissão, ele diz que ficou “claro que sua permanência na presidência da Petrobras deixou de ser positiva e de contribuir para a construção das alternativas que o governo tem pela frente”.

Ele assumiu a presidência da companhia com a missão de recuperar a empresa, que tinha perdido valor de mercado e estava mergulhada em uma crise profunda ocasionada pela política artificial de preços adotada durante o governo da presidente Dilma Rousseff.

Publicidade